O presidente da Federação de Futebol do Senegal, Abdoulaye Fall, afirmou que descobriu, de forma tardia, que o chefe do departamento médico que acompanha a delegação na Copa do Mundo era ginecologista de formação.
A revelação ocorreu durante a entrevista de prestação de contas após a eliminação da equipe africana. De acordo com Abdoulaye, os atletas demonstravam certo receio e desconfiavam da competência do profissional.
“Na verdade, nosso médico-chefe não tem o perfil acadêmico necessário para dar suporte aos nossos atletas. O Dr. Fedior é ginecologista de formação, algo que descobri tardiamente. Nesse nível, e de acordo com o feedback que recebi, os jogadores não tinham plena confiança nele ou em tê-lo supervisionando continuamente seus cuidados”, disse o chefe do futebol senegalês.
O problema vai além da especialização, os jogadores não sentiam segurança em se tratar com o profissional durante os períodos de convocações.
“Pelo retorno que tive, os jovens não estavam suficientemente convencidos para serem acompanhados com frequência. Então era preciso, mesmo assim, encontrar uma expertise convincente para permitir que eles se sentissem bem tranquilos nesse nível. Porque a saúde vem antes de tudo”, disse Abdoulaye.
Campanha na Copa
Na fase de grupos do Mundial, Senegal perdeu para Noruega e França. No terceiro jogo, goleou a seleção do Iraque.
Na segunda fase, após estar vencendo a Bélgica até o final do segundo tempo, a equipe levou a virada nos acréscimos e acabou eliminada.
