O Brasil encerrou sua campanha na Copa do Mundo de 2026 com uma derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final. Logo após o apito final, torcedores iniciaram a busca por um culpado. No entanto, a partida e toda a campanha mostram um cenário diferente. A eliminação nasceu de uma sequência de erros coletivos, e não da atuação de apenas um jogador ou do treinador.
A Seleção criou chances para vencer. Ainda no primeiro tempo, Bruno Guimarães desperdiçou um pênalti. Depois, Vinícius Júnior, Gabriel Martinelli, Endrick e outros jogadores também desperdiçaram boas oportunidades. Enquanto isso, o goleiro Ørjan Nyland realizou grandes defesas e manteve a Noruega viva no confronto.
Por outro lado, a defesa brasileira não conseguiu neutralizar Erling Haaland. O atacante aproveitou as oportunidades que apareceram e decidiu a classificação norueguesa com dois gols.
A eliminação começou antes dos 90 minutos
Os problemas do Brasil não apareceram apenas no duelo contra a Noruega. Durante toda a Copa, a equipe alternou bons momentos com atuações irregulares. Em vários jogos, o ataque criou muito, mas finalizou pouco. Além disso, o sistema defensivo mostrou dificuldades em momentos importantes.
Ao mesmo tempo, Carlo Ancelotti tomou decisões que alimentaram debates entre torcedores e analistas. As escalações, as substituições e o modelo de jogo dividiram opiniões. Ainda assim, esses fatores representam apenas uma parte da história.
Da mesma forma, alguns jogadores cometeram erros individuais ao longo da partida. Isso faz parte do futebol. Porém, nenhum desses lances explica sozinho uma eliminação em Copa do Mundo.

O futebol divide méritos e responsabilidades
Uma seleção não vence apenas por causa de um atleta. Da mesma maneira, também não perde por causa de um único erro. Cada resultado reúne decisões da comissão técnica, desempenho dos jogadores, planejamento da CBF e capacidade do adversário.
A Noruega aproveitou melhor as oportunidades que criou. O Brasil, por sua vez, desperdiçou chances importantes, perdeu um pênalti e não conseguiu conter Haaland quando mais precisava. Esses fatores, somados, explicam o resultado.
Por isso, transformar um jogador ou Carlo Ancelotti no único responsável pela eliminação simplifica um problema muito maior. O Brasil caiu porque o conjunto não entregou o desempenho necessário nos momentos decisivos. Em um esporte coletivo, todos participam das vitórias. Da mesma forma, todos também dividem a responsabilidade pelas derrotas.