O árbitro holandês Rob Dieperink, de 38 anos, morreu nesta segunda-feira (13), na Holanda. Policiais encontraram o profissional sem vida em sua residência, mas ainda não divulgaram a causa da morte. Dieperink integrava o quadro da UEFA e chegou a disputar uma vaga na equipe de árbitros de vídeo (VAR) da Copa do Mundo de 2026. No entanto, a Fifa retirou seu nome da competição após uma investigação por suspeita de abuso sexual, que terminou arquivada por falta de provas.
Investigação tirou árbitro da Copa do Mundo de 2026
Segundo informações do jornal De Telegraaf, Rob Dieperink vivia um momento de crescimento na arbitragem europeia e tinha boas chances de integrar a equipe de VAR da Copa do Mundo de 2026.
No entanto, uma acusação de abuso sexual contra uma adolescente de 17 anos, em Londres, mudou o rumo de sua carreira. O suposto caso teria ocorrido após a partida entre Crystal Palace e Fiorentina, pela Conference League. Além disso, a denúncia afirmava que investigadores encontraram imagens da jovem no celular do árbitro.
A polícia interrogou e deteve Dieperink durante as investigações. Entretanto, o Ministério Público arquivou o caso por falta de provas. Mesmo assim, a Fifa decidiu não convocá-lo para o Mundial.
Na época, Dieperink afirmou que sofreu uma injustiça. Em entrevista ao De Telegraaf, ele disse que colaborou com as investigações desde o início e comunicou imediatamente o caso à Fifa, à UEFA e à Associação Neerlandesa de Futebol.
Federação holandesa lamenta morte do árbitro
Após a confirmação da morte, a Real Associação Neerlandesa de Futebol (KNVB) divulgou uma nota de pesar.
“Perdemos um árbitro muito valorizado, mas, acima de tudo, um colega agradável e dedicado. Nossos pensamentos estão com sua família, amigos e todos que eram queridos para ele. Desejamos a eles muita força e coragem para lidar com esta grande perda”, afirmou a entidade.
Enquanto isso, a polícia holandesa iniciou a investigação e realizou diligências na residência de Dieperink. Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa da morte nem informaram se trabalham com alguma hipótese criminal.