A eliminação da Noruega para a Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 teve reflexos fora de campo. O atacante Alexander Sorloth passou a receber ameaças e mensagens de ódio nas redes sociais após a derrota por 2 a 1, na prorrogação, no último sábado (11). Além disso, o técnico Stale Solbakken confirmou os ataques e criticou o comportamento dos responsáveis pelas mensagens.
Lance desperdiçado gerou onda de ataques ao atacante
As críticas começaram depois de um contra-ataque no segundo tempo. Na jogada, Sorloth preferiu finalizar em vez de tocar para Erling Haaland, que aparecia livre dentro da área. No entanto, o chute acabou bloqueado pela defesa inglesa. Pouco depois, a Inglaterra empatou o confronto e, posteriormente, garantiu a classificação na prorrogação.
Segundo a agência Reuters, a companheira do atacante, Lena Selnes, publicou nos Stories do Instagram capturas de tela com diversas mensagens ofensivas enviadas ao jogador. Além disso, algumas delas incentivavam Sorloth a tirar a própria vida.

Técnico lamenta ataques e Sorloth explica decisão
Durante entrevista coletiva em Miami, Stale Solbakken lamentou os ataques sofridos pelo atacante. Além disso, o treinador afirmou que orienta os jogadores a evitarem as redes sociais em momentos de grande repercussão.
“É trágico. Esse é o mundo em que vivemos. Eu digo aos jogadores para ficarem longe das redes sociais, especialmente em dias como este. O que aconteceu não faz o menor sentido, sob qualquer perspectiva”, afirmou o treinador, segundo a Reuters.
Enquanto isso, Sorloth explicou o lance que originou as críticas. Segundo o atacante, a intenção era acionar Haaland. No entanto, ele entendeu que John Stones havia fechado a linha de passe. Por isso, optou pela finalização.
“A única coisa que eu queria fazer naquela situação era passar para o Erling. Mas senti que o passe não estava disponível, então optei pela finalização”, declarou o jogador, de acordo com a Reuters.
Por fim, a Noruega acabou eliminada após perder por 2 a 1 para a Inglaterra na prorrogação. Apesar da campanha histórica no Mundial, o episódio voltou a evidenciar os impactos dos ataques virtuais contra atletas. Dessa forma, o caso reacendeu o debate sobre o uso das redes sociais e a violência direcionada aos jogadores após grandes competições.