Como já era esperado, o show do intervalo de Bad Bunny no Super Bowl LX deu o que falar e chegou até a Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a apresentação do cantor porto-riquenho realizada no domingo (8), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, e classificou o espetáculo como uma “afronta à grandeza dos EUA”.
Sem citar diretamente o nome do artista, Trump afirmou que o espetáculo foi “absolutamente terrível” e “um dos piores de todos os tempos”. Em publicação na rede Truth Social, o presidente escreveu que o show “não representa nossos parâmetros de sucesso, criatividade ou excelência”.

O presidente seguiu com as críticas ao relacionar a apresentação ao cenário econômico do país. “Esse ‘show’ é apenas um tapa na cara do nosso país, que está batendo recordes todos os dias – inclusive na Bolsa e nos planos 401(k)”, escreveu. Trump também atacou a cobertura da imprensa e aproveitou para criticar regras recentes da NFL.
“Ninguém entende uma palavra que esse rapaz está falando, e sua dança é repulsiva, especialmente para as crianças que estão assistindo nos Estados Unidos e em todo o mundo”, declarou.
Trump x Bad Bunny
As declarações não são inéditas. No ano passado, quando a NFL anunciou Bad Bunny como atração do Super Bowl, Trump já havia questionado a escolha. “Nunca ouvi falar dele. Não sei quem ele é, não sei por que estão fazendo isso. Acho ridículo”, disse à época.
No intervalo da final da NFL, Bad Bunny fez um show totalmente em espanhol, com participações de Lady Gaga e Ricky Martin, além de outras celebridades latinas como Pedro Pascal, Becky G, Cardi B e Jessica Alba. A apresentação, que não citou o ICE, serviço de imigração norte-americano, nem o presidente dos Estados Unidos, destacou a ideia de que “América” se refere a todo o continente, com dançarinos exibindo bandeiras de diversos países enquanto o cantor citava o nome das nações.
A escolha do artista ocorre em meio à expansão da NFL na América Latina. Bad Bunny é hoje um dos principais nomes da música global, reunindo pop e reggaeton, e soma mais de 80 milhões de ouvintes mensais no Spotify.