A morte de Maria Eduarda, de 21 anos, após ser arremessada de uma ponte em Limeira no último sábado (13) durante a prática de rope jump, gerou repercussão e levantou discussões sobre segurança na atividade e as diferenças em relação ao bungee jump.
Bungee Jump
O bungee jump é uma prática regulamentada, realizada com equipamentos certificados, protocolos de segurança e em locais autorizados, geralmente parques de aventura ou estruturas específicas. A atividade utiliza uma corda elástica para controlar a queda e garantir o retorno com segurança.
O salto acontece a partir de uma plataforma elevada, como um penhasco ou estrutura própria, com o praticante preso a um sistema de segurança que pode ser fixado pelos tornozelos ou por uma cadeirinha integral. Esse conjunto inclui cabos elásticos e mosquetões próprios, responsáveis por absorver o impacto e controlar o movimento durante a queda.
Rope Jump
Já o rope jump não segue uma padronização específica de equipamentos. A prática utiliza corda estática e, em geral, ocorre em locais itinerantes, o que pode elevar o nível de risco.
Antes da realização da atividade, é necessário verificar se a empresa é regularizada, se possui CNPJ ativo e se segue as normas técnicas da ABNT. Também é indicado observar o tempo de atuação no mercado e a forma como a equipe realiza os procedimentos de segurança, já que esses critérios ajudam a avaliar a confiabilidade do serviço.
“Uma coisa importante, sempre importante de se ver, é que o equipamento no esporte de aventura tem que estar sempre protegido. Ele não pode ficar no tempo, tomar chuva, ficar sempre em local descoberto. E, por exemplo, a corda, ela não pode tá em contato direto com o chão. Equívoco na prática em si é inadmissível, porque qualquer tipo de negligência realmente pode causar algum dano à integridade física ou a própria vida da pessoa que tá ali na prática.”, comenta Rosene Camila de Godoi, profissional de educação física que trabalha com esportes radicais há 25 anos
Orientações para o salto:
- Avaliar se a pessoa realmente deseja realizar o salto
- Verificar se está em boas condições físicas e de saúde, com exames médicos em dia
- Checar possíveis problemas cardíacos ou outras restrições físicas
- Considerar o estado emocional, já que a atividade exige preparo psicológico
- Pesquisar o histórico da empresa responsável pela atividade
- Conferir os equipamentos utilizados pela empresa
- Buscar informações sobre a qualidade e manutenção dos equipamentos
- Observar a postura da equipe responsável pela orientação
- Verificar se os profissionais transmitem segurança
- Confirmar se a equipe possui capacitação adequada para conduzir a atividade
Histórico: caso Maria Eduarda
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu na manhã do último sábado (13) após ser lançada de uma altura de 40 metros durante um salto de rope jump sem o equipamento de segurança preso ao corpo. O caso ocorreu na Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
O momento da queda foi registrado em vídeo por testemunhas, que flagraram quando a jovem foi empurrada da plataforma sem que a corda estivesse conectada ao equipamento de proteção.
Nesses vídeos mostram que a jovem que a jovem portava uma câmera presa ao corpo no momento do lançamento da plataforma na Ponte do Esqueleto. O equipamento não foi localizado pelas equipes de resgate.
Três homens de 42, 32 e 27 anos estão presos e serão investigados por homicídio com dolo eventual após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Um era bombeiro civil e os outros ajudaram nos preparativos para os saltos. Inicialmente, seis haviam sido detidos.
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