O empresário Wander Oliveira revelou que Marília Mendonça deixou um acervo de aproximadamente 110 arquivos inéditos, distribuídos em um pen drive. Segundo ele, o material permite lançamentos pelos próximos 20 anos.
O conteúdo do pen drive inclui rascunhos caseiros, gravações em voz e violão, interpretações de canções próprias e de outros artistas, além de registros feitos por celular e de lives realizadas durante a pandemia.
Acervo sob guarda disputada
Desde o falecimento da cantora em novembro de 2021, o legado de Marília é administrado por Ruth Dias (mãe), Murilo Huff (pai do Léo), Som Livre (gravadora) e a Workshow, empresa fundada por Wander Oliveira, que gerenciava a carreira de Marília.
Wander Oliveira declarou que doou sua parte nos direitos sobre o conteúdo do pen drive ao Léo. Contudo, ele relata que, apenas duas semanas após esse entendimento, o advogado da família iniciou negociações diretamente com a Som Livre para incluir os arquivos nos lançamentos, o que gerou tensão.
Negociações suspensas
As negociações permanecem suspensas. O advogado da família, Robson Cunha, reafirmou que todo o material produzido em vida pertence à Som Livre e que as conversas para os lançamentos dos inéditos estão em curso. Ele explicou que Murilo Huff precisa formalmente assinar os contratos em nome do filho Léo para que os projetos avancem.
A gravadora, por sua vez, reforça que todos os projetos futuros serão desenvolvidos em parceria com o escritório da artista e com a família, com profundo respeito ao legado de Marília Mendonça.