Após ter sua entrada barrada pela imigração dos Estados Unidos, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, acusou o governo norte-americano de preconceito.
A Fifa havia selecionado o profissional para apitar na Copa do Mundo. Artan deveria ter se apresentado em Miami no fim de semana, mas teve que voltar para a Turquia, de onde havia partido.
Em entrevista ao jornal americano The New York Times, ele disse que acredita que os Estados Unidos tem algum problema com o seu país.
“Estou muito, muito desapontado. Eu tinha a documentação correta e tudo mais. Tinha o visto certo”, disse Artan.
O árbitro somali também relatou que enfrentou 11 horas de entrevista com a imigração. Ele completou dizendo que, logo após os agentes negarem seu visto, as autoridades o encaminharam para uma cela separada, onde ele permaneceu detido por algumas horas até embarcar em um voo de volta para a Turquia.
“Sou apenas um árbitro tentando realizar meu sonho, o maior sonho da minha vida, que é vir à Copa do Mundo”, lamentou Artan.
A imigração dos Estados Unidos justificou que barrou o profissional porque ele descumpriu os requisitos de segurança na checagem de antecedentes. Esse fator tornou o árbitro legalmente inapto a ingressar em território americano.
Em nota oficial, a Fifa confirmou que o árbitro não poderá participar do Mundial. Por outro lado, as autoridades dos Estados Unidos não divulgaram qualquer informação sobre o ocorrido.
Veja a nota da Fifa na íntegra:
A Fifa pode confirmar que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar e atuar na Copa do Mundo da Fifa 2026 após ter sua entrada negada nos Estados Unidos.
A Fifa não se envolve nos processos de imigração dos países sedes, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada no momento.
Assim como em eventos anteriores da Fifa, o governo anfitrião determina, em última análise, quem recebe o visto e quem tem a entrada permitida em seu país.
Quem é Omar Abdulkadir Artan?
Omar é somali e muçulmano. Em 2025, foi eleito o árbitro masculino do ano pela Confederação Africana de Futebol. Nas redes sociais, tem o perfil de criticar às situações políticas de seu país.
Aos 34 anos, ele é um dos árbitros mais importantes da África atualmente, tendo entrado para o quadro da Fifa ainda em 2018. No ano passado, ele apitou a final da Champions League da África. Já na final deste ano, ele participou da comissão de arbitragem, dirigindo a equipe.
