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Ataques dos EUA e Israel atingem usinas e siderúrgicas do Irã

Ofensiva atinge instalações estratégicas e amplia tensão no Oriente Médio
Complexo industrial e usina de urânio no Irã sob impacto de bombardeios dos Estados Unidos e Israel.

Bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel atingiram, na manhã desta sexta-feira, instalações estratégicas no Irã, incluindo uma usina de processamento de urânio e duas grandes siderúrgicas. As ações marcam uma nova escalada no conflito, que se aproxima de um mês.

Usinas nucleares são alvo de mísseis

Uma das estruturas atingidas foi a usina localizada em Ardakan, na província de Yazd. De acordo com autoridades iranianas, o ataque não provocou vazamento de material radioativo.

Outro ponto atingido foi o complexo de água pesada de Jondab, conhecido anteriormente como reator de Arak. Segundo agências de notícias iranianas, o local foi alvo de dois bombardeios. Até o momento, não há registro de vítimas ou aumento nos níveis de radiação.

Siderúrgicas também foram atingidas

Além das instalações nucleares, os ataques tiveram como alvo duas importantes siderúrgicas iranianas. Uma delas fica na província de Khuzestan, no sudoeste do país, e a outra em Isfahan, na região central.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa israelense, as fábricas teriam relevância estratégica por estarem ligadas à produção industrial e, potencialmente, militar. O aço é considerado um insumo essencial para equipamentos como mísseis, drones e embarcações.

Conflito se intensifica e amplia impactos

Israel afirmou que pretende ampliar os ataques enquanto houver ações de retaliação por parte do Irã. A ofensiva ocorre às vésperas de o conflito completar um mês.

Dados de organizações internacionais indicam que a guerra já deixou cerca de 1.900 mortos no Irã, além de aproximadamente 20 mil feridos desde o início das operações militares.

Ataques se expandem para outros países

Paralelamente, Israel mantém bombardeios no Líbano, com registros de explosões na região sul da capital, Beirute. A área é apontada como reduto do grupo Hezbollah, aliado do Irã.

O conflito também tem reflexos em países do Golfo. Portos no Kuwait foram atingidos por drones, causando danos materiais, mas sem registro de vítimas.

Críticas internas e dificuldades militares

Dentro de Israel, a estratégia de ataques simultâneos tem sido alvo de críticas. Lideranças da oposição questionam a condução das operações, apontando falta de planejamento e de efetivo militar.

O próprio porta-voz do Exército israelense reconheceu a necessidade de reforço nas tropas diante da ampliação dos confrontos.

Irã ameaça ampliar retaliações

O governo iraniano afirmou ter realizado novos ataques com mísseis e drones contra alvos militares e energéticos em Israel. Além disso, ameaçou atingir locais que hospedem militares norte-americanos na região.

Autoridades iranianas também alertaram hotéis em países do Oriente Médio para que não recebam soldados dos Estados Unidos, classificando esses locais como possíveis alvos.

Negociações ainda estão em andamento

Apesar da escalada militar, há sinais de tentativas de negociação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou um ultimato relacionado a novos ataques ao setor energético iraniano e afirmou que as conversas estão avançando.

O Irã, por sua vez, indicou que respondeu ao plano norte-americano por meio de intermediários, mas evita classificar o movimento como negociação formal.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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