Campinas tem 30 bairros com alto risco de transmissão de dengue, segundo o 10º Alerta Arboviroses divulgado nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Saúde. Diante do cenário, o município informou que vai intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, e reforçou o pedido para que moradores eliminem possíveis criadouros dentro de casa e recebam os agentes de saúde durante as visitas.
As orientações são válidas para toda a cidade, incluindo bairros citados em alertas anteriores e que não aparecem na edição atual.
Bairros com alto risco de transmissão
Segundo o alerta da Secretaria de Saúde, os bairros com maior risco estão distribuídos por diferentes regiões da cidade:
- Leste: Jardim Nilópolis, Parque São Quirino, Jardim Santana, Vila Nogueira, Vila Brandina.
- Noroeste: Vila Castelo Branco, Vila Perseu Leite de Barros, Loteamento Residencial Novo Mundo, Jardim Campos Elíseos.
- Norte: Vila Boa Vista, Parque Via Norte.
- Sudoeste: Residencial São José, Jardim Rosário, Jardim Santo Antônio, Núcleo Residencial Eldorado dos Carajás, Núcleo Residencial Santos Dumont, DIC IV.
- Sul: Jardim Nova América, Jardim Itaguaçu, Vila Palmeiras, Jardim São Domingos, Jardim Fernanda.
- Suleste: Jardim São Pedro, Jardim Tamoio, Jardim Samambaia, Jardim Estoril, Vila Santa Odila, Vila Carminha, Vila Georgina, Jardim São Gabriel.
Como a Secretaria define as áreas de risco
Para elaborar o Alerta Arboviroses, a Secretaria de Saúde considera diversos indicadores epidemiológicos e operacionais, como a incidência de casos de dengue, registro de novas transmissões, imóveis fechados ou sem acesso para vistoria, densidade populacional e a necessidade de reforçar ações de combate ao mosquito.
O alerta também se estende a bairros menores localizados no entorno das regiões indicadas, que podem apresentar risco semelhante de transmissão.

Combate à dengue depende da participação da população
A prefeitura destaca que o controle das arboviroses depende da colaboração de toda a sociedade. Embora exista um programa municipal de prevenção e controle da doença, cada morador precisa ajudar a eliminar locais com água parada.
Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, cerca de 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti estão dentro das residências.
Cuidados importantes para evitar criadouros
- Não deixar água acumulada em latas, garrafas, pneus ou recipientes
- Trocar a água de vasos de plantas a cada dois dias
- Retirar o pratinho do vaso ou limpá-lo com bucha, água e sabão a cada sete dias
- Manter caixas d’água bem vedadas
- Deixar vasos sanitários sem uso sempre fechados
A principal forma de prevenção continua sendo eliminar qualquer acúmulo de água, especialmente em calhas, lajes, recipientes e objetos descartados.
O que já foi feito em Campinas em 2026
A Secretaria de Saúde também divulgou um balanço das ações realizadas neste ano para combater o mosquito:
- Controle de criadouros: 237.396 visitas a imóveis (até 24 de fevereiro)
- Nebulização: visitas a 14.475 imóveis (até 24 de fevereiro)
- Mutirões realizados: 3
- Descarte irregular retirado: 10.763 toneladas (até 27 de fevereiro)
- Monitoramento de pacientes com suspeita de dengue: 181.203 (desde março de 2023)
- Uso de armadilhas contra o Aedes aegypti em pontos estratégicos
Como confirmar a identidade de agentes de saúde
Moradores que tiverem dúvidas sobre a identidade dos agentes que realizam visitas domiciliares podem verificar as informações pelos telefones:
- 156 – atendimento de segunda a sexta-feira
- 199 – Defesa Civil (fins de semana e feriados)