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INSS prorroga auxílio-doença sem perícia presencial; saiba as regras

Benefício pode ser solicitado pelo Atestmed, sem perícia presencial, para afastamentos de até 90 dias
Fachada do edifício-sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Previdência Social, com paredes espelhadas de vidro azul, cobertura na entrada principal e colunas de sustentação sob um céu limpo.

O governo federal prorrogou, por mais 365 dias, a norma que autoriza a concessão do benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) sem a necessidade imediata de perícia médica presencial. A portaria, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (21), beneficia os trabalhadores segurados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que necessitarem de afastamentos de até 90 dias. A medida visa otimizar o atendimento digital, acelerar as respostas aos requerimentos e reduzir a demanda por consultas presenciais nas agências.

Como funciona a análise documental no Atestmed?

O procedimento é realizado totalmente por meio do Atestmed, a plataforma digital do INSS que recebe as solicitações sem exigir o deslocamento inicial do trabalhador. Para requerer o auxílio-doença sem perícia presencial, o cidadão deve enviar a documentação completa pelo aplicativo ou site oficial Meu INSS.

A documentação médica apresentada passa pela avaliação da Perícia Médica Federal. O atestado médico precisa conter obrigatoriamente:

  • Identificação completa do segurado;
  • Diagnóstico do médico, contendo a descrição da doença ou o código da Classificação Internacional de Doenças (CID);
  • Data de emissão do documento;
  • Período estimado de afastamento necessário;
  • Assinatura e identificação do profissional de saúde responsável.

Exames complementares e laudos adicionais também podem ser anexados para enriquecer a análise.

Limites e autonomia da Perícia Médica Federal

Mesmo com a dispensa do atendimento presencial no primeiro momento, a análise documental não elimina a possibilidade de convocação para uma consulta presencial. O INSS pode convocar o trabalhador caso identifique inconsistências na documentação ou veja a necessidade de complementar informações clínicas.

Além disso, a legislação concede ao médico perito a autonomia para discordar, de forma total ou parcial, do conteúdo do atestado médico enviado pelo segurado — inclusive alterando o tempo de afastamento indicado pelo profissional que emitiu o documento original.

Caso o período inicial concedido seja insuficiente para a recuperação do trabalhador, o segurado pode solicitar a prorrogação do benefício diretamente no sistema. Para a aprovação, continua sendo exigida a comprovação da incapacidade temporária e a manutenção da qualidade de segurado da Previdência Social.

Histórico do prazo e mudanças na regra do auxílio-doença

A duração do benefício aprovado por análise documental passou por sucessivas alterações nos últimos anos:

  • 2023: Durante a reformulação do Atestmed, a concessão via documento cobria afastamentos de até 180 dias.
  • Junho de 2025: Medida provisória reduziu a concessão exclusiva por análise de documentos para até 30 dias. A redução gradual fez parte de um conjunto de medidas de revisão de despesas previdenciárias.
  • Março de 2026: O governo adotou uma exceção temporária, elevando o limite acumulado para 90 dias pelo prazo de 180 dias.
  • Atualidade: A nova portaria prorroga a regra de março de 2026 por mais 365 dias, fixando o teto acumulado do benefício por incapacidade temporária em 90 dias via análise documental.

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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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