Diferentes regiões do Brasil estão sofrendo com a chamada gangorra térmica. O inverno termina no dia 22 de setembro para dar passagem à primavera, mas a previsão aponta o predomínio de chuvas acima da média histórica em áreas do Centro-Oeste, Sudeste, Sul e parte da Região Norte.
Em contrapartida, no Nordeste e na outra parcela do Norte, os volumes de chuva ficarão abaixo da média.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indica para o mês de setembro um cenário de forte contraste térmico e hídrico pelo País.
Enquanto a metade norte enfrenta volumes reduzidos de precipitação e calor acentuado, as regiões Sul e Sudeste concentram os maiores acumulados de chuva.

Previsão de chuvas por região
- Região Norte: Predomínio de chuvas abaixo da média em Roraima, no Amazonas e no Pará. Volumes dentro ou acima do normal concentram-se em Rondônia, no oeste do Acre, no centro/norte do Amapá e no noroeste paraense.
- Região Nordeste: Volumes em geral dentro da faixa normal. Chuvas acima da média ocorrem no sul do Piauí, no sudoeste do Maranhão e no oeste/sudeste da Bahia. Há previsão de precipitação abaixo do normal no trecho leste (centro-leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba, Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia).
- Região Centro-Oeste: Acumulados em geral dentro da média. Chuvas acima da climatologia focam no centro-norte e sudeste de Mato Grosso, no sul/sudoeste/sudeste de Goiás e na maioria do Mato Grosso do Sul.
- Região Sudeste: Predomínio de chuvas acima da média histórica em quase todo o território. Apenas o extremo norte de Minas Gerais deve registrar totais dentro do padrão.
- Região Sul: Tendência de precipitação acima da média na maior parte do Rio Grande do Sul. A média histórica deve se manter no leste catarinense e nos setores oeste, sudoeste e nordeste gaúchos.
Influência do El Niño e projeções para os próximos meses
A oscilação de temperatura pode se somar aos impactos do El Niño no Brasil. Segundo o boletim do INMET, as projeções apontam para uma elevada probabilidade de o evento atingir intensidade “muito forte” entre a primavera e o início do verão, devendo permanecer ativo até o início de 2027. O cenário acende um alerta para as condições climáticas dos próximos meses.
O que é o El Niño
Fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. A elevação de temperatura enfraquece os ventos alísios e altera a circulação de ar na atmosfera, modificando o padrão de chuvas e favorecendo o aumento da temperatura média em todo o planeta.
Na prática, o fenômeno redistribui os volumes de chuva, provocando secas severas em regiões como o Nordeste brasileiro e tempestades volumosas no Sul do País.
“A previsão para o trimestre agosto-setembro-outubro (ASO) indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul e abaixo da média no centro-norte do País”, destaca um trecho do documento do instituto.




