O Cirque du Soleil estreia nesta quinta-feira (20) uma nova temporada de Alegría – In A New Light em São Paulo. Um dos espetáculos mais conhecidos da companhia canadense ficará no Parque Villa-Lobos até 8 de novembro e conta com brasileiros no elenco.
Antes da estreia, a VTV News acompanhou uma prévia de Alegría – In A New Light e conversou com artistas brasileiros que fazem parte da produção. Eles revelaram detalhes dos bastidores, falaram sobre a preparação para entrar em cena e anteciparam o que o público pode esperar da nova versão do espetáculo.
O que esperar de Alegría, do Cirque du Soleil?
Quem já conhece o espetáculo original encontrará referências que marcaram Alegría, mas também verá uma produção renovada. A primeira versão estreou em 1994 e se tornou uma das mais famosas da história do Cirque du Soleil.
Para a VTV News, o palhaço brasileiro Thiago Andreucetti explica que a nova montagem mantém uma ligação direta com o clássico, mas acompanha as mudanças das últimas décadas.
“Quem vier assistir vai se relacionar, vai lembrar das músicas, de alguns atos, da maneira como a coisa é contada, mas também vai notar as diferenças”, contou.
A versão atual redefine a narrativa e a direção de cena, além de renovar números acrobáticos e trazer uma estética mais contemporânea.
O espetáculo apresenta um reino que perdeu seu rei e vive uma disputa entre uma velha ordem e uma juventude que deseja mudanças. A história ganha forma por meio de acrobacias, humor, música ao vivo, figurinos e cenários.

Música de Alegría é um dos destaques
A trilha sonora é uma das características mais reconhecidas do espetáculo. A cantora brasileira Cássia Raquel, que interpreta a cantora de preto, considera a música indispensável para a identidade da produção.
“Eu acho que é a música. Porque, além da música ser icônica, as pessoas sabem a letra de cor”, afirmou à VTV News.
Segundo Cássia, outro diferencial está na execução ao vivo de músicas criadas especialmente para o espetáculo.
A artista também contou que demorou a acreditar quando recebeu a aprovação para fazer parte do Cirque du Soleil.
“Eu precisei mandar print para os meus amigos para ter certeza se eu tinha traduzido certo. Falei: ‘não, não é isso’. Ainda mais em plena pandemia. Foi meio: ‘não, esse é trote’. Mas era real.”
Brasileiros revelam bastidores do Cirque du Soleil
A produção reúne 54 artistas de 18 países. Ao todo, a turnê conta com 119 profissionais e reúne pessoas de 25 nacionalidades.
Essa diversidade também exige adaptação. Pati Kuwai, artista do trapézio voador e natural de São Paulo, contou que o contato diário com diferentes culturas pode causar surpresa no início.
“Depois você começa a aprender que é só a cultura da pessoa mesmo. Assim como eu acho que as outras pessoas também acham estranha a nossa cultura. E está tudo bem”, disse.
Pati também explicou que imprevistos podem acontecer durante apresentações ao vivo. Para essas situações, a equipe possui protocolos definidos previamente.
Mesmo assim, ela brinca que existe espaço para o conhecido improviso brasileiro.
“A gente tem aquela manha brasileira também, que eu acho que ajuda. A gente consegue já pensar rápido numa solução.”

Como os trapezistas se preparam para o espetáculo?
O trabalho começa muito antes de o público ocupar os assentos. Geilson Santana, artista e coach da equipe de trapézio, explicou à VTV News que o aquecimento começa aproximadamente uma hora antes da apresentação.
Cada integrante segue uma rotina de preparação de acordo com suas necessidades. Geilson, por exemplo, contou que prefere ouvir músicas mais calmas enquanto prepara o corpo para entrar em cena.
O ritmo da temporada é intenso. Segundo Pati Kuwai, os artistas convivem diariamente e podem chegar a realizar dez apresentações por semana, o que ajuda a criar sintonia entre os integrantes.
Público brasileiro pode mudar o espetáculo
A reação da plateia também interfere na experiência dos artistas, principalmente nos números de humor.
Thiago Andreucetti contou que percebe mudanças mesmo entre diferentes países europeus. Algumas piadas provocam mais reação em determinados locais, enquanto números acrobáticos também podem ser recebidos de formas diferentes.
Agora, o brasileiro está curioso para descobrir a resposta da plateia de São Paulo.
“Nos números de palhaço eu falo um monte de palavras em português, então eu estou louco para poder soltar essas palavras e ouvir a resposta do público”, afirmou.

Alegría já foi visto por milhões de pessoas
A montagem original de Alegría passou por 255 cidades e alcançou mais de 14 milhões de espectadores entre 1994 e 2013.
A nova versão estreou em 2019 e já foi assistida por mais de 4 milhões de pessoas em dez países, segundo dados divulgados pela produção.
Para levar toda a estrutura de uma cidade para outra, o Cirque du Soleil transporta mais de 2 mil toneladas de equipamentos. A montagem da vila leva oito dias, enquanto a desmontagem completa leva dois.
A Grande Tenda possui 51 metros de diâmetro e capacidade para 2.525 espectadores.
Cirque du Soleil em São Paulo: datas, horários e ingressos
A temporada de Alegría – In A New Light começa em 20 de agosto e segue até 8 de novembro, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo.
As apresentações acontecem de quarta a domingo, com horários diferentes ao longo da semana. O espetáculo dura aproximadamente 2h15, incluindo intervalo de 25 minutos, e possui classificação livre.
Os ingressos do primeiro lote custam entre R$ 240 e R$ 1.430, dependendo do setor e do benefício de meia-entrada:
- Silver: R$ 480 inteira e R$ 240 meia;
- Platinum: R$ 620 inteira e R$ 310 meia;
- Gold: R$ 790 inteira e R$ 395 meia;
- Premium: R$ 940 inteira e R$ 470 meia;
- VIP Experience by EQI: R$ 1.430 inteira e R$ 960 meia.
No setor VIP Experience, o público também precisa contratar um serviço adicional de R$ 490, que inclui benefícios como estacionamento, coquetel, área exclusiva, assentos privilegiados e brinde.
Há ainda ingressos para pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes, com valores a partir de R$ 252,50.
As entradas podem ser compradas pela Eventim, com taxa de serviço, ou diretamente na bilheteria do Parque Villa-Lobos, sem a cobrança da taxa.
Depois da temporada paulista, o Cirque du Soleil segue para Curitiba, onde Alegría ficará em cartaz entre 19 de novembro e 13 de dezembro.