Os Correios anunciaram nesta segunda-feira (29) um plano de reestruturação que inclui um plano de demissão voluntária (PDV) com potencial de alcançar até 15 mil funcionários, além do fechamento de cerca de mil agências e da venda de imóveis pertencentes à estatal.
A expectativa da empresa é obter uma economia de R$ 5,7 bilhões com as medidas de enxugamento, ao mesmo tempo em que projeta ganho adicional de R$ 1,7 bilhão a partir de novas parcerias em logística e da diversificação de serviços. O plano foi apresentado como resposta à necessidade de recompor a capacidade operacional e financeira da companhia.
No horizonte de médio e longo prazo, a estatal também avalia a contratação de uma consultoria especializada para analisar a viabilidade de uma transição do capital exclusivamente público para um modelo misto, tema que ainda está em fase de estudo preliminar.
Durante a apresentação, a direção da empresa informou que as despesas com a folha de pagamento representam atualmente 62% do orçamento total, percentual que pode atingir 72% quando considerados os precatórios.
Segundo a avaliação interna, esse quadro impõe um ônus significativo à gestão e reduz a margem de reação financeira da companhia. “É um peso que limita a capacidade de reação da empresa”, afirmou o dirigente responsável pelo anúncio.
Metas de produtividade e recursos do Tesouro
O plano também prevê a adoção de metas de produtividade e a aplicação dos R$ 12 bilhões recentemente aprovados pelo Tesouro Nacional para apoiar a reestruturação financeira da estatal. Os recursos deverão ser direcionados a investimentos considerados estratégicos para a modernização das operações.
A condução do processo ficará a cargo da presidência da empresa pública, mas será acompanhada por instâncias de governança.
A execução do plano passará pela supervisão do Conselho de Administração, da CGPAR e do Ministério das Comunicações, responsáveis por monitorar a conformidade e os impactos das medidas anunciadas.