As férias de verão costumam ser associadas a descanso, viagens e momentos de lazer, mas também exigem atenção redobrada com a saúde. Com o calor intenso, mudanças na rotina e exageros comuns nesse período, cresce a procura por atendimentos de emergência em hospitais de todo o país.
Segundo especialistas, distrações, longos deslocamentos, consumo excessivo de álcool e alimentação inadequada estão entre os principais fatores que explicam esse aumento. Para alertar a população, o Instituto Sírio-Libanês mapeou as ocorrências mais frequentes atendidas durante o verão.
Thiago Rizzo, médico e emergencista do Hospital Geral de Taipas, unidade gerida pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, contou à VTV News que o período costuma concentrar casos evitáveis.
“É um momento em que as pessoas relaxam nos cuidados com a saúde, interrompem tratamentos e exageram na alimentação. Quando isso se soma ao calor e às viagens, o risco aumenta”, explicou.
As 7 emergências médicas mais comuns no verão
O levantamento do Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês aponta que sete tipos de emergências médicas lideram os atendimentos durante as férias de verão. Os casos estão diretamente ligados ao calor, à exposição ao sol, às mudanças de hábito e à maior circulação de pessoas em viagens e locais de lazer.
A seguir, veja quais são essas ocorrências e os cuidados indicados para reduzir os riscos.
Desidratação e insolação
As altas temperaturas, aliadas à ingestão insuficiente de água, favorecem a perda excessiva de líquidos e sais minerais. Os sintomas vão de tontura e fraqueza até confusão mental e desmaios nos casos mais graves.
A orientação é beber água com frequência, mesmo sem sede, usar roupas leves e evitar o sol nos horários de pico.
Agravamento de doenças respiratórias
Mudanças bruscas de temperatura, uso constante de ar-condicionado e ambientes fechados aumentam o risco de crises de asma, bronquite e infecções respiratórias, principalmente em crianças e idosos.
Manter ambientes ventilados, higienizar as mãos e manter a vacinação em dia reduz esse risco.
Infecções de ouvido e olhos
Piscinas, praias e rios com água contaminada podem causar otites e conjuntivites.
Secar bem os ouvidos após o banho, evitar mergulhos em água suja e não compartilhar toalhas ajudam na prevenção.
Intoxicação alimentar
O calor favorece a proliferação de bactérias em alimentos mal conservados. Diarreia, vômitos, dor abdominal e febre são sinais de alerta.
A recomendação é observar validade, armazenar corretamente os alimentos e evitar consumir produtos com cheiro ou aparência alterados.
Picadas de insetos e animais peçonhentos
Além de reações alérgicas, picadas podem transmitir doenças como dengue.
Usar repelente, roupas que cubram braços e pernas e eliminar água parada são medidas essenciais.
Crises de pressão arterial e problemas cardíacos
Excesso de sal, gordura, álcool e a interrupção de medicamentos podem provocar picos de pressão, arritmias e dor no peito.
Segundo o especialista, esses quadros exigem atenção imediata. “Manter o uso correto das medicações e evitar exageros é fundamental, principalmente para quem já tem doenças crônicas”, reforça Rizzo.
Queimaduras solares
A exposição excessiva ao sol pode causar desde vermelhidão até bolhas e descamação da pele.
O uso de protetor solar, reaplicado ao longo do dia, e roupas com proteção UV ajudam a evitar o problema.
Com cuidados simples e atenção aos sinais do corpo, é possível aproveitar as férias de verão com mais segurança e reduzir o risco de emergências médicas.