O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou neste sábado (13) que solicitou a revogação do visto de um brasileiro acusado de elogiar, em redes sociais, o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.
“Falei pessoalmente com o chefe do departamento consular para revogar seu visto americano, caso ele tenha, e emitir um alerta para que ele nunca consiga um”, declarou Landau em publicação no X.
Segundo o vice-secretário, o brasileiro é um neurocirurgião e teria exaltado o autor do crime por sua “pontaria impecável”, além de mencionar de forma explícita a “coluna cervical”. O nome do médico não foi divulgado mas internautas passaram a compartilhar o seu perfil nas redes sociais o que levou à decisão de Landau.
Of all the depraved online content I’ve seen, this one may be the most chilling. This is a NEUROSURGEON from Brazil. He not only commends Charlie Kirk’s assassin for his “impeccable aim,” but then with surgical precision specifies “cervical spine.” This is a licensed professional… pic.twitter.com/eOUPn4Eego
— Christopher Landau (@DeputySecState) September 13, 2025
O caso Charlie Kirk
Charlie Kirk, 31 anos, ativista conservador e aliado político de Donald Trump, foi morto a tiros enquanto discursava na Universidade Utah Valley, na semana passada. O suspeito, Tyler Robinson, 22, foi preso após se entregar à polícia, denunciado pelos próprios familiares.
O ativista de direita Charlie Kirk, de 31 anos, morreu nesta quarta-feira (10) após ser baleado no pescoço durante um evento na Universidade Utah Valley, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por Donald Trump em uma rede social. Fundador da organização conservadora Turning Point USA e nome influente entre os apoiadores mais jovens do Partido Republicano, Kirk era considerado uma das principais vozes do conservadorismo contemporâneo no país.
Kirk fundou a Turning Point USA em 2012, aos 18 anos, após ter sido recusado pela Academia Militar de West Point. Decidiu não ingressar na universidade e focou na articulação política estudantil, com foco em causas da direita americana. Seu carisma, somado à capacidade de articulação com doadores e lideranças partidárias, impulsionou o crescimento meteórico da organização, que passou de uma receita de US$ 4,3 milhões em 2016 para US$ 92,4 milhões em 2023, conforme reportado pela imprensa americana.
