O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, será leiloado nesta segunda-feira (30), em São Paulo, com lance mínimo de R$ 932 milhões. A disputa deve definir quem vai assumir a operação de um dos principais aeroportos do país.
A empresa vencedora ficará responsável pela administração do aeroporto até 2039 e deverá repassar à União uma parcela do faturamento anual. A expectativa é atrair investidores interessados em ampliar a operação e recuperar o desempenho do terminal.
O novo leilão ocorre após a revisão do modelo atual de concessão, que enfrentou dificuldades financeiras. No entanto, o contrato foi reestruturado para restabelecer o equilíbrio econômico e tornar o aeroporto mais atrativo ao mercado.
Como vai funcionar o leilão?
O leilão será realizado na bolsa de valores, em São Paulo, e vencerá quem apresentar a maior oferta a partir do valor mínimo estipulado, com pagamento à vista. O novo operador assumirá integralmente a concessão, incluindo contratos, obrigações e gestão do terminal.
Além do valor inicial, a concessionária deverá pagar à União uma contribuição anual correspondente a 20% do faturamento bruto. O contrato também foi flexibilizado, com a retirada da exigência de construção de uma terceira pista.
Modelo atual do Aeroporto Galeão
Atualmente, o aeroporto é administrado por um consórcio privado com participação da Infraero. Com o novo modelo, a estatal deixará a sociedade, e o futuro operador passará a controlar integralmente a concessão, seguindo as novas regras estabelecidas no contrato.
Apesar do potencial, o Galeão ainda opera abaixo da capacidade. O terminal pode receber até 37 milhões de passageiros por ano, mas movimentou cerca de 17,9 milhões em 2025. No entanto, o novo cenário indica espaço para muito crescimento nos próximos anos.