A Polícia Federal instaurou nesta quarta-feira (28) um novo inquérito para apurar a contratação de influenciadores digitais com o objetivo de defender o Banco Master nas redes sociais e atacar o Banco Central, responsável pela liquidação da instituição no fim de 2025. A nova linha de investigação se soma ao inquérito já em curso sobre as supostas fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões.
Segundo o SBT News, a PF busca identificar quem intermediou as abordagens aos criadores de conteúdo, se houve pagamento direto pelas publicações e se os materiais foram disseminados de forma coordenada, com a finalidade específica de enfraquecer a legitimidade das decisões do Banco Central.
As postagens investigadas mencionam o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além de outros membros da diretoria da autarquia.
Os perfis que teriam sido envolvidos na campanha vão desde páginas voltadas ao esporte até perfis de lifestyle, sem histórico de atuação no debate econômico. Parte dos influenciadores confirmou à imprensa que recebeu propostas para publicar conteúdos sobre o tema, mesmo sem familiaridade com o setor financeiro.
Apuração sobre fraudes no Master
As oitivas sobre o inquérito principal, que investiga irregularidades na gestão do Banco Master, foram retomadas nesta semana pela Polícia Federal.
A instituição analisa documentos e contratos que embasam os indícios de um esquema estruturado para manipular ativos financeiros, utilizando fundos de investimento interligados, títulos sem liquidez e operações trianguladas entre cotistas.