A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (13), o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, em uma nova etapa da Operação Sem Desconto, conduzida em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). A medida ocorre meses após Stefanutto ter sido exonerado do cargo, logo após a primeira fase da operação revelar um esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas em todo o país.
A ofensiva, deflagrada ao amanhecer, mira uma articulação nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS — investigação que apura o uso de dados de segurados para aplicar cobranças ilegais em folha. Segundo a PF, a ação desta quinta-feira envolve o cumprimento de 63 mandados de busca e apreensão, 10 prisões preventivas e outras medidas cautelares em diferentes regiões do país.
Mandados em 15 estados
As ordens judiciais foram expedidas contra alvos distribuídos por 15 unidades da federação, alcançando os seguintes estados:
- Espírito Santo
- Goiás
- Maranhão
- Minas Gerais
- Paraíba
- Paraná
- Pernambuco
- Piauí
- Rio Grande do Norte
- Rio Grande do Sul
- Santa Catarina
- São Paulo
- Sergipe
- Tocantins
- Distrito Federal
De acordo com a corporação, as equipes atuam em conjunto com auditores da CGU para apreender documentos, equipamentos e registros que auxiliem na reconstrução do fluxo financeiro e operacional do esquema.
Crimes investigados
Em nota, a PF afirmou que os alvos da operação são investigados por um conjunto de delitos relacionados à manipulação de sistemas públicos e ao desvio de recursos previdenciários. “Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, informou a corporação.
A investigação segue em andamento.