A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmou, nesta sexta-feira (12), que houve um vazamento de material radioativo no campus da Universidade de São Paulo (USP).
O comunicado foi feito após a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) divulgar o início de uma investigação sobre o incidente, ocorrido no prédio do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) no dia 29 de maio.
Especialistas habilitados em proteção radiológica elaboraram um documento no qual analisaram o episódio envolvendo a presença de tecnécio-99.
A substância é comumente utilizada em exames de imagem para o diagnóstico de doenças cardíacas e no tratamento do câncer. Apesar de ser usado em equipamentos e medicamentos, o elemento é classificado como material radioativo.
Segundo a CNEN, o vazamento ocorreu “durante a retirada de sensores biológicos de uma autoclave utilizada no processo produtivo do radiofármaco”.
“O Relatório de Ocorrência Interna (ROI) nº 04/2026 descreve que o incidente envolveu dois trabalhadores — Indivíduos Ocupacionalmente Expostos (IOEs) —, os quais foram submetidos a exames in vivo (Contador de Corpo Inteiro). As contagens detectadas foram baixas e demonstraram que não houve contaminação interna. A contaminação ficou restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia do Instituto”, informou a CNEN em nota.
O Ipen/CNEN fornece radiofármacos para 430 clínicas e hospitais do Brasil, contribuindo para a realização de 2 milhões de procedimentos médicos anuais, muitos deles relacionados ao diagnóstico e tratamento de pacientes com câncer.