A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal ganha um novo capítulo nesta quarta-feira (16). Uma reunião está marcada para hoje para tratar da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários da instituição.
O principal impasse para o fim da greve envolve o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde oferecido pela instituição. Os trabalhadores questionam a possibilidade de aumento dos gastos com o benefício e não concordam com o atual modelo de custeio.
“A Caixa precisa ouvir os trabalhadores e apresentar uma saída negociada para o impasse”, aponta Neiva Ribeiro; presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.
Além da questão envolvendo o Saúde Caixa, a categoria também reivindica:
- Aumento salarial acima da inflação;
- Melhores condições de trabalho;
- Valorização da carreira dos trabalhadores;
- Novas contratações.
Histórico
A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal teve início na quinta-feira (10), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo banco durante as negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta foi rejeitada por 68% dos trabalhadores em assembleia encerrada na noite da última sexta-feira (11). Com a decisão, a categoria optou pela manutenção da paralisação por tempo indeterminado.
Antes de a greve começar, os trabalhadores já tinham rejeitado uma proposta para renovar o ACT, documento que define as regras e condições de trabalho dos funcionários. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% dos sindicatos recusaram a proposta.





