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Projeto em Campinas fabricará próteses articuladas de mãos para doação a crianças

Iniciativa envolve alunos e professores dos cursos de Engenharia e Fisioterapia do Centro Universitário UniMetrocamp Wyden

Proporcionar o resgate da funcionalidade nas atividades do dia a dia, do bem-estar e da autoestima de crianças que tiveram má formação congênita ou amputação das mãos. Esse é o propósito do projeto de produção de próteses em impressora 3D que os alunos e professores de Engenharia e Fisioterapia do Centro Universitário UniMetrocamp Wyden estão desenvolvendo a partir deste ano, como parte do Programa de Pesquisa e Produtividade da instituição. A ideia é oferecer peças articuladas gratuitamente para famílias da região que não têm condições de arcar com o alto custo das próteses tradicionais.

“Nós já usamos a impressora 3D para outros projetos e, há cerca de um ano e meio, um questionamento do meu filho de apenas 4 anos, ao ver uma criança que não tinha uma das mãos por malformação, me levou a pensar: por que não direcionarmos essa tecnologia para essa função social também? Foi nesse contexto que decidimos, em parceria com a área de Fisioterapia, estruturar de fato um projeto para essa finalidade, com total apoio do UniMetrocamp Wyden”, conta Tarcio Manfrim, professor dos cursos de Engenharia da instituição.

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O professor explica que, enquanto as próteses tradicionais podem custar milhares de reais, inviabilizando o acesso para as famílias em situação de vulnerabilidade, as próteses em impressora 3D devem custar apenas entre cinco e 10 reais em materiais para sua confecção, possibilitando a fabricação de várias unidades e doação à comunidade. “As peças serão feitas sob medida, usando os parâmetros de uma das mãos da criança para fazer uma réplica espelhada para a outra mão. Elas serão mecânicas e utilizarão a articulação preservada da criança, seja do punho ou do cotovelo, para a movimentação dos dedos e segurar objetos”.

Outro problema que o projeto deve ajudar a resolver é a substituição periódica das peças. “As crianças crescem rápido, então as próteses devem ser trocadas em seis meses a um ano, para que continuem proporcionais, o que é mais uma dificuldade para a família. Mas, dentro das atividades do projeto, está prevista essa troca e ainda a nova utilização das peças devolvidas por outros usuários, depois de revisão e adaptações necessárias”, acrescenta Manfrim.

Segundo o professor, será utilizada a impressora 3D do Laboratório de Manufatura, além de alguns softwares específicos para a criação dos modelos. “Precisaremos também dos filamentos de impressão e, quanto maior a quantidade desse insumo disponível, mais próteses poderemos fazer. Já temos o apoio da empresa 3DPress, onde atuo, mas estamos buscando também outros parceiros, tanto privados como públicos, para essa iniciativa. Dessa forma, conseguiremos expandir o alcance do público atendido”.

Manfrim acrescenta que, tão logo a estrutura esteja toda organizada, será iniciado o atendimento às famílias interessadas. “A criança passará por uma triagem com a equipe de Fisioterapia, onde serão levantadas suas condições fisiológicas, para entendermos qual o seu quadro e verificar se ela é elegível ao programa”, informa. “Na próxima etapa, levamos os dados já filtrados para o time de Engenharia, para que possam estudar e fabricar a peça sob medida para aquela criança. No futuro, com mais parceiros, nossa intenção é expandir essa iniciativa de colaboração com a sociedade, abrangendo também adultos”.

Os parceiros interessados em colaborar e as famílias que desejarem mais informações, podem entrar em contato pelo e-mail tarcio.manfrim@professores.unimetrocamp.edu.br.


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Autor

  • Camila Borges dos Santos

    Jornalista formada pela Universidade Paulista em 2023, com experiência em apuração, produção de pautas, apresentação e cobertura de matérias jornalísticas em diferentes formatos.

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