O Domingo de Páscoa, celebrado neste ano em 5 de abril, é uma das datas mais importantes do calendário religioso e carrega significados que vão além do cristianismo. Embora seja amplamente conhecido pela celebração da ressurreição de Jesus Cristo, o período também representa renovação, libertação e reflexão espiritual em diferentes crenças ao redor do mundo.
Para os cristãos, a data simboliza a vitória da vida sobre a morte e marca o ponto central da fé. Já em outras tradições religiosas, a Páscoa ou períodos equivalentes são vividos como momentos de transformação, memória e recomeço.
Cristianismo
No cristianismo, a Páscoa é o momento central da fé e celebra a ressurreição de Jesus Cristo, simbolizando a vitória da vida sobre a morte. A data não se limita a um único dia: ela dá início ao chamado Tempo Pascal, um período de 50 dias que termina no Pentecostes.
Durante esse ciclo, os fiéis celebram a presença de Cristo ressuscitado e a renovação da fé. O Pentecostes, por sua vez, marca a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, sendo considerado o nascimento da Igreja.
Judaísmo
No judaísmo, a Páscoa é celebrada como Pessach, uma das datas mais importantes da tradição judaica. A festividade relembra a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, conforme descrito no livro do Êxodo.
Mais do que um evento histórico, o Pessach representa um convite à reflexão sobre liberdade, responsabilidade e identidade. A celebração é marcada por rituais familiares, como o Sêder, uma refeição simbólica que relembra os momentos da fuga do Egito.
Igreja Ortodoxa
As igrejas ortodoxas também celebram a ressurreição de Cristo, mas seguem o calendário Juliano, o que faz com que a data da Páscoa seja, muitas vezes, diferente da celebrada no Ocidente.
A celebração é marcada por rituais profundos, com destaque para as vigílias noturnas, procissões e cânticos tradicionais. Para os ortodoxos, a Páscoa é o momento máximo da vida espiritual e litúrgica.
Espiritismo
No espiritismo, a Páscoa não é comemorada como uma festa religiosa específica. No entanto, os ensinamentos de Jesus são centrais na doutrina.
A proposta é viver diariamente os valores de amor, caridade e transformação interior. Assim, a ideia de “ressurreição” é interpretada como um processo contínuo de evolução espiritual e renovação pessoal.
Islamismo
Os muçulmanos não celebram a Páscoa, mas reconhecem Jesus como um importante profeta. O período de maior relevância religiosa é o Ramadã, mês dedicado ao jejum, à oração e à reflexão.
Durante esse tempo, os fiéis se abstêm de comida e bebida do amanhecer ao pôr do sol, em um exercício de disciplina espiritual e empatia com os mais necessitados. O objetivo é a purificação e o fortalecimento da fé.
Candomblé e umbanda
Nas religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, a Semana Santa é vista como um período de recolhimento espiritual.
Durante esse tempo, muitos terreiros reduzem atividades, respeitando o chamado Lorogun, um momento simbólico de pausa e equilíbrio. A fase está associada à renovação das energias e à conexão com os Orixás.