Celebrada nesta sexta-feira (3) por milhões de fiéis ao redor do mundo, a Sexta-feira Santa, também chamada de Sexta-feira da Paixão, é uma das datas mais importantes do calendário cristão.
Para os cristãos, o dia relembra o julgamento, o sofrimento, a crucificação e a morte de Jesus Cristo, momentos que, segundo a tradição cristã, representam o sacrifício feito para a redenção da humanidade.
A data acontece sempre na sexta-feira que antecede o Domingo de Páscoa e integra o chamado Tríduo Pascal, período considerado o mais sagrado para os cristãos, que também inclui a Quinta-feira Santa e o Sábado de Aleluia.
Diferentemente de outras celebrações religiosas, a Sexta-feira Santa é marcada por um clima de recolhimento. Para os cristãos, trata-se de um dia de luto e reflexão sobre Jesus antes da ressurreição celebrada na Páscoa.
Dia de silêncio, oração e jejum
Entre os católicos e outras tradições cristãs, a Sexta-feira Santa costuma ser vivida com práticas de oração, jejum e abstinência de carne vermelha. A orientação da Igreja é que os fiéis façam do dia um momento de reflexão espiritual.
Também é comum a realização de encenações da Via-Sacra, que representa o caminho percorrido por Jesus até o local da crucificação. Em muitas cidades, essas representações atraem fiéis e visitantes e fazem parte da tradição religiosa do período.
Celebrações diferentes nas igrejas
Na Igreja Católica, a Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que não há celebração da missa. Em vez disso, acontece a chamada Celebração da Paixão do Senhor, que inclui leituras bíblicas sobre a crucificação, orações e a tradicional adoração da cruz.
Esse rito simboliza o momento em que os fiéis recordam o sofrimento e a morte de Jesus, preparando-se espiritualmente para a celebração da ressurreição no Domingo de Páscoa.
Dessa forma, para os cristãos a Sexta-feira Santa não é apenas uma data religiosa, mas um convite à reflexão sobre fé, sacrifício e esperança, que são elementos centrais da mensagem da Páscoa.