Os aluguéis residenciais ficaram mais caros em julho, segundo o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais, o IVAR, divulgado pela FGV. O indicador subiu 0,66% no mês e mostrou que o custo do aluguel segue em alta nas capitais analisadas.
No acumulado de 12 meses, o índice passou a marcar 5,08%. O avanço reforça um cenário de preços ainda pressionados, mesmo sem disparadas muito fortes.
Aluguéis residenciais acumulam alta de 5,08% em 12 meses
A aceleração de julho fica mais clara quando comparada aos meses anteriores. Em dezembro de 2025, por exemplo, o acumulado em 12 meses chegou a 8,85%. Depois disso, o índice perdeu força e voltou a subir recentemente.
| Mês | Variação mensal | Acumulado em 12 meses |
|---|---|---|
| jul/26 | 0,66% | 5,08% |
| jun/26 | 0,10% | 4,46% |
| mai/26 | 0,33% | 5,42% |
| abr/26 | 0,52% | 4,49% |
| mar/26 | 0,40% | 4,78% |
| fev/26 | 0,30% | 4,05% |
| jan/26 | 0,65% | 5,62% |
| dez/25 | 0,51% | 8,85% |
| nov/25 | 0,37% | 6,92% |
| out/25 | 0,57% | 5,58% |
| set/25 | 0,30% | 4,04% |
| ago/25 | 0,28% | 4,08% |
| jul/25 | 0,06% | 5,79% |
Na comparação com julho de 2025, quando o avanço mensal foi de apenas 0,06%, o movimento deste ano também chama atenção. Mesmo assim, o acumulado em 12 meses ainda está abaixo dos 5,79% registrados naquele período.
Porto Alegre tem a maior alta no mês
Todas as capitais acompanhadas pelo IVAR tiveram aumento nos preços em julho. Porto Alegre liderou o movimento, com alta de 1,14%.
Belo Horizonte apareceu na sequência, com avanço de 0,62%. Rio de Janeiro e São Paulo também registraram aumento, de 0,49% e 0,45%, respectivamente.
No acumulado de 12 meses, Belo Horizonte chegou a 7,77%, enquanto o Rio de Janeiro marcou 6,40%. Porto Alegre passou para 4,12%.
Por que o aluguel continua subindo?
Segundo a FGV, os juros elevados ajudam a explicar o comportamento dos aluguéis residenciais. Com o crédito imobiliário mais restrito, parte das famílias encontra mais dificuldade para comprar um imóvel e permanece no mercado de locação.
A oferta também influencia os preços. Em algumas regiões, imóveis que poderiam entrar no aluguel tradicional acabam direcionados para locações temporárias, reduzindo a disponibilidade para contratos mais longos.
A FGV também aponta crescimento na oferta de imóveis ligados ao Minha Casa, Minha Vida. Porém, como boa parte dessas unidades será ocupada pelos próprios compradores, o efeito sobre o mercado de aluguel tende a acontecer aos poucos.
Aluguel deve cair nos próximos meses?
A avaliação da FGV indica que uma queda dos aluguéis residenciais no curto prazo é pouco provável. Por outro lado, a desaceleração da inflação e dos principais índices usados nos reajustes pode limitar aumentos mais fortes.
A próxima divulgação do IVAR, com os dados referentes a agosto, está prevista para 8 de setembro de 2026.
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