A declaração pré-preenchida do Imposto de Renda 2026 tem facilitado o envio das informações, mas ainda exige atenção dos contribuintes. Falhas nos dados importados pelo sistema podem gerar divergências e aumentar o risco de retenção na malha fina, caso não sejam corrigidas antes do envio.
A principal causa das inconsistências está na mudança das bases de dados utilizadas pela Receita Federal, que passou a adotar informações do eSocial e da EFD-Reinf no lugar da antiga DIRF.
Mudança no sistema impacta qualidade dos dados
A substituição das fontes de informação trouxe modernização ao processo, mas também gerou desafios na adaptação por parte das empresas. Como resultado, o sistema pode apresentar dados incompletos, desatualizados ou incorretos na declaração pré-preenchida.
Nesse cenário, a Receita Federal não realiza uma validação detalhada antes de disponibilizar as informações. Por isso, o contribuinte continua responsável por revisar e corrigir todos os dados antes do envio.
Principais erros na declaração pré-preenchida
Entre as inconsistências mais comuns, estão divergências nos rendimentos informados por empresas, que podem não coincidir com os informes entregues aos trabalhadores.
Além disso, o sistema pode apresentar falhas em despesas médicas, mesmo com a integração de dados, além de saldos bancários zerados ou incorretos.
Também aparecem problemas relacionados a dependentes, como inclusão ou exclusão indevida, e divergências em investimentos, principalmente em operações de renda variável.
Outro ponto de atenção envolve a ficha de bens e direitos, que pode trazer informações incompletas ou desatualizadas sobre imóveis, veículos e outros patrimônios.

Novos dados aumentam complexidade da conferência
A versão de 2026 passou a incluir automaticamente novas informações, como pagamentos de DARFs ao longo do ano, operações em renda variável e dados de plataformas de investimento.
Embora essas inclusões ampliem o nível de detalhamento, elas também tornam a conferência mais complexa e exigem maior atenção por parte do contribuinte.
Informações ainda precisam ser preenchidas manualmente
Nem todos os dados aparecem automaticamente na declaração pré-preenchida. O contribuinte ainda precisa incluir informações como ganho de capital na venda de bens, rendimentos de atividade rural e receitas de trabalho autônomo.
Além disso, despesas dedutíveis não informadas por terceiros e rendimentos de dependentes também devem ser inseridos manualmente.
Revisão é essencial para evitar problemas
Especialistas recomendam que o contribuinte utilize a declaração pré-preenchida apenas como base inicial. A conferência deve priorizar os informes de rendimentos fornecidos por empresas, bancos e outras fontes pagadoras.
Caso identifique qualquer divergência, o contribuinte deve corrigir os dados antes do envio. Isso evita problemas com a Receita Federal, já que a responsabilidade pelas informações declaradas é sempre do próprio cidadão.