A economia brasileira deve crescer um pouco menos em 2026 do que o mercado financeiro esperava. Analistas reduziram de 1,98% para 1,95% a projeção de alta do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central.
A mudança foi a única registrada entre as principais previsões para 2026. As estimativas para inflação, taxa Selic e dólar permaneceram iguais às apresentadas na semana anterior.
Economia deve crescer 1,95% em 2026
A nova previsão indica que a economia pode avançar 1,95% neste ano. Anteriormente, os analistas consultados pelo Banco Central esperavam crescimento de 1,98%.
O PIB reúne todos os bens e serviços produzidos no país e funciona como um dos principais indicadores para medir o desempenho da atividade econômica.
Apesar da redução para 2026, o mercado melhorou a previsão para 2028. A expectativa de crescimento passou de 1,89% para 1,98%. Para 2027, a projeção continua em 1,5%.
Inflação segue projetada em 5,02%
A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, permaneceu em 5,02% para 2026.
Para 2027, a projeção teve pequena alta, passando de 4,24% para 4,25%. Já para 2028, continua em 3,8%.
Em julho, o IPCA avançou 0,07%, segundo o IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,44%, dentro do intervalo de tolerância da meta.
Selic e dólar também não mudaram
A previsão para a taxa Selic no fim de 2026 continua em 13,75% ao ano. Para 2027, o mercado espera taxa de 12%, enquanto a projeção para 2028 permanece em 10,5%.
Os juros elevados ajudam a controlar a inflação, mas também podem encarecer empréstimos e financiamentos e reduzir o ritmo da economia.
Já o dólar deve terminar 2026 cotado a R$ 5,20, segundo as estimativas do mercado. Para 2027, a previsão subiu de R$ 5,29 para R$ 5,30. Em 2028, a expectativa também é de R$ 5,30.
O Boletim Focus reúne semanalmente projeções de instituições financeiras para indicadores como PIB, inflação, juros e câmbio.
*Com informações de Agência Brasil