O Governo de São Paulo firmou um contrato de R$ 395 milhões com a BR Mobilidade, operadora do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), para finalizar os sistemas que faltam na segunda linha do transporte na Baixada Santista. A obra começou em setembro de 2020 e está fisicamente pronta, mas o veículo ainda não entrou em operação.
De acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, ainda faltam sinalização e outros sistemas essenciais. Esses serviços deveriam ter sido feitos pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que está sendo extinta. Por isso, o governo decidiu transferir a responsabilidade para a BR Mobilidade, que já opera a primeira linha do VLT.
O contrato foi oficializado na segunda-feira (4) e inclui implantação de sinalização, sistemas de energia e comunicação, além da revisão do que foi feito até agora. Segundo o governo estadual, a medida foi tomada em caráter de urgência para destravar o andamento do projeto. A previsão é que a nova linha comece a operar até dezembro de 2026.
Como será feito o investimento?
Para o investimento, a BR Mobilidade terá que avaliar os equipamentos que já foram comprados pela EMTU, decidir o que pode ser aproveitado e planejar a instalação completa dos sistemas de energia, sinalização semafórica, telecomunicações e segurança. Também estão previstos a instalação de internet Wi-Fi nas estações, sistemas de combate a incêndios e treinamentos para a equipe que vai operar a linha. Ao todo, o investimento será dividido em seis etapas:
- R$ 40.553.394,71 para mobilização;
- R$ 104.222.294,41 para entrega de novos equipamentos;
- R$ 174.785.131,22 para instalação dos sistemas;
- R$ 79.484.653,64 para testes e comissionamento
- R$ 5.271.941,31 para o aceite final da obra
- R$ 1.013.834,87 para capacitar os profissionais envolvidos.
Esse valor será somado ao contrato original de concessão da BR Mobilidade, assinado em 2015 por 20 anos e que já previa a operação das demais linhas do VLT. Na época, o investimento total da concessão era de R$ 1,65 bilhão. A decisão veio após apresentação de cronogramas e estudos da empresa à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
Entenda a nova linha
A segunda linha vai ligar a Avenida Conselheiro Nébias ao bairro do Valongo, em Santos, com 8 km de extensão, 12 estações e capacidade para transportar cerca de 35 mil pessoas por dia. Testes com os trens já estão sendo realizados.
Ao final de toda a expansão, o VLT da Baixada Santista terá 27 km de trilhos interligando 31 estações entre Santos e São Vicente. O objetivo é oferecer um transporte moderno, elétrico, menos poluente e mais eficiente para a população.