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Raízen pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65,1 bilhões em dividas

Empresa afirma que medida não afeta pagamentos a fornecedores e parceiros; plano inclui venda de ativos
Raízen protocola pedido de recuperação extrajudicial

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A Raízen, líder mundial na produção de etanol e biomassa de cana-de-açúcar, protocolou um pedido de recuperação extrajudicial nesta quarta-feira (11). A medida visa renegociar uma dívida que ultrapassa os R$ 65,1 bilhões. Segundo a companhia, a proposta de reestruturação já foi previamente acordada com seus principais credores.

Em comunicado oficial divulgado nesta manhã, a gigante do agro informou que a iniciativa busca:

Estabilidade jurídica: Criar um ambiente protegido para a implementação da renegociação.

Foco em dívidas específicas: A reestruturação concentra-se nas dívidas financeiras quirografárias (aquelas que não possuem garantias reais) do Grupo Raízen.

Acordo extrajudicial

O acordo extrajudicial tem como foco reunir as partes para que juntas possam resolver conflitos relacionados a dividas sem recorrer ao poder judiciário e pode ser validado por cartórios, advogados ou até mesmo mediadores.

“O Grupo Raízen dispõe do prazo de 90 dias, a contar do processamento da Recuperação Extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no Plano”, explica em comunicado.

A empresa detalhou que fará uma reestruturação financeira, enfatizando que o pedido de recuperação extrajudicial possui um escopo limitado. Segundo a companhia, a medida não atenta as obrigações com clientes, fornecedores, revendedores ou outros parceiros de negócios, cujos contratos permanecem vigentes e serão cumpridos normalmente.

Para viabilizar o pagamento dos credores e a sustentabilidade do grupo, o plano apresentado poderá envolver cinco frentes principais:

  • Aporte de Capital: Capitalização do Grupo Raízen realizada diretamente por seus acionistas.
  • Conversão em ações: Transformação de parte das dívidas (créditos sujeitos) em participação acionária na companhia.
  • Refinanciamento: Substituição de parcelas da dívida atual por novos títulos e obrigações.
  • Reorganização societária: Segregação de parcelas específicas dos negócios conduzidos atualmente pelo grupo.
  • Venda de ativos: Alienação de bens e unidades de negócio para geração de caixa.

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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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