A Electronic Arts (EA), umas das maiores e mais conhecidas empresas de jogos do mundo, fechou um acordo de venda no valor de US$ 55 bilhões. A EA é criadora de jogos populares como o antigo Fifa, agora EA FC, The Sims e Battlefield.
A compra foi realizada por um consórcio entre o Fundo de Investimento da Arábia Saudita (PIF), a Silver Lake e a Affinity Partners de Jared Kushner.
De acordo com a BBC, a transação bilionária deve ser a maior aquisição alavancada da história, na qual uma grande quantidade de dinheiro foi financiada através de empréstimos. Os investidores contribuirão com cerca de US$ 36 bilhões, com o restante do valor sendo abatido pelo financiamento.
Com venda bilionária EA se tornará empresa privada
O acordo de venda da empresa de jogos feita com o consórcio investidor tornará a EA privada, uma vez que todas as ações públicas estiveram envolvidas no processo de compra. Agora a Electronic Arts não pode ser negociada na bolsa de valores.
Andrew Wilson, chefe da EA, contou a BBC que vai permanecer no cargo e que a venda foi “um poderoso reconhecimento” do trabalho da empresa.
“Junto com nossos parceiros, criaremos experiências transformadoras para inspirar as próximas gerações”, afirmou Wilson.
Dívida de compra da EA pode afetar desenvolvimento de novos jogos

À BBC o especialista do setor de jogos, Christopher Dring, ponderou que durante as negocições havia uma certa preocupação com a dívida adquirida através do empréstimo. E que além da questão financeira, existe também o receio de novos cortes na empresa por pressão das empresa privadas envolvidas na negociação.
“A receita gerada por grandes jogos como EA Sports FC, Madden e Battlefield 6 será necessária para pagar essa dívida, o que pode afetar a capacidade da EA de investir em novos jogos… Outras preocupações do setor são se isso pode levar a mais cortes na EA, especialmente se houver pressão das empresas privadas para gerar um fluxo de caixa mais forte”, disse Dring.