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Você sabia? Cinco dos deputados federais mais votados de SP têm menos de 40 anos

Lucas Pavanato liderou a votação, seguido por Erika Hilton, Sâmia Bomfim, Kim Kataguiri e Tabata Amaral
Lucas Pavanato e Tabata Amaral, deputados federais de São Paulo com menos de 40 anos.

A eleição para deputado federal em São Paulo revelou uma renovação geracional entre os candidatos mais votados. Dos cinco parlamentares que tiveram o melhor desempenho nas urnas, nenhum tem mais de 40 anos. Lucas Pavanato (PL), de 28 anos, liderou a votação, com mais de 3 milhões de votos, seguido por Erika Hilton (PSOL), de 33 anos, com quase 1,6 milhão.

Ao todo, São Paulo elegeu 70 deputados federais pelo sistema proporcional. Na lista dos cinco mais votados, também aparecem Sâmia Bomfim (PSOL), de 37 anos; Kim Kataguiri (Missão), de 30; e Tabata Amaral (PSB), de 32.

Quem são os cinco deputados mais votados de SP

Lucas Pavanato ficou em primeiro lugar, com mais de 3 milhões de votos, o equivalente a 12,82% dos votos válidos. Aos 28 anos, o deputado adotou durante a campanha pautas conservadoras e propostas voltadas à segurança pública, como a redução da maioridade penal.

Na segunda colocação apareceu Erika Hilton, de 33 anos. A deputada do PSOL recebeu quase 1,6 milhão de votos, ou 6,74% dos votos válidos.

A terceira posição ficou com Sâmia Bomfim, também do PSOL. Aos 37 anos, ela registrou mais de 583 mil votos.

Com 30 anos, Kim Kataguiri, do Missão, ocupou a quarta posição, com cerca de 520 mil votos.

Já Tabata Amaral, de 32 anos, completou a lista dos cinco deputados federais mais votados de São Paulo, com aproximadamente 476 mil votos.

Ranking dos mais votados

  • Lucas Pavanato (PL): mais de 3 milhões de votos — 28 anos;
  • Erika Hilton (PSOL): quase 1,6 milhão de votos — 33 anos;
  • Sâmia Bomfim (PSOL): mais de 583 mil votos — 37 anos;
  • Kim Kataguiri (Missão): cerca de 520 mil votos — 30 anos;
  • Tabata Amaral (PSB): cerca de 476 mil votos — 32 anos.

Pavanato assume protagonismo no PL

A campanha de Lucas Pavanato teve como base uma trajetória ligada à articulação do Movimento Brasil Livre (MBL) e à experiência como chefe de gabinete do vereador Fernando Holiday.

O deputado concentrou sua campanha em pautas conservadoras e propostas relacionadas à segurança pública. Seu desempenho também ajudou o PL a compensar a ausência de nomes que tiveram destaque nas eleições anteriores e não disputaram novamente uma vaga para a Câmara, como Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli.

Erika Hilton lidera votação do PSOL

Pelo PSOL, Erika Hilton concentrou parte significativa dos votos do eleitorado progressista e terminou a eleição na segunda posição entre os candidatos mais votados do estado.

O partido precisou adaptar sua estratégia para a disputa proporcional depois que Guilherme Boulos, deputado mais votado de São Paulo em 2022, decidiu não concorrer à reeleição e passou a focar na articulação junto aos movimentos sociais.

Apesar do desempenho de Erika Hilton, o PSOL reduziu sua representação na Câmara dos Deputados. A legenda ficou com seis cadeiras: Erika Hilton, Sâmia Bomfim, Guilherme Cortez, Professora Luciene Cavalcante, Natália Boulos e Sônia Guajajara.

Sistema proporcional marcou disputa pelas 70 vagas

Apesar da presença de nomes jovens entre os candidatos mais votados, a disputa pelas 70 vagas de deputado federal de São Paulo também contou com forte presença de parlamentares que já ocupavam cadeiras na Câmara.

Dos atuais integrantes da bancada paulista, 62 buscaram a reeleição, o equivalente a mais de 88% dos parlamentares em exercício.

As maiores siglas também precisaram ajustar suas estratégias para alcançar o quociente eleitoral.

O PL teve 16 deputados buscando a reeleição, mas precisou reformular sua estratégia depois da cassação ou migração partidária de quatro de seus deputados mais bem votados no pleito anterior.

PT conquista 11 cadeiras em São Paulo

O PT entrou na disputa com o objetivo de recuperar espaço na bancada paulista após uma década de redução de sua representação.

O partido conquistou 11 cadeiras, mas ficou distante do resultado alcançado em 2002, quando elegeu 18 deputados.

A legenda apostou em nomes tradicionais, como o ex-ministro Zé Dirceu e o presidente nacional do partido, Edinho Silva, além de candidatos fora do circuito político tradicional para tentar ampliar a votação.

Nenhum dos dois, porém, conseguiu uma cadeira.

Entre os eleitos pelo PT estão Luna Zarattini, Alencar Santana, Jilmar Tatto, Thiago dos Reis, Arlindo Chinaglia, Carlos Zarattini, Nilto Tatto, Kiko Celeguim e Juliana Cardoso, além de Edinho Silva e Zé Dirceu não terem sido eleitos.

A última vaga ainda será disputada por Rui Falcão, Paulo Teixeira e João Paulo Cunha.


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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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