O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, não pretende atender à proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tornar públicos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
A decisão foi confirmada ao SBT News nesta terça-feira (20) por aliados que integram a campanha presidencial do senador. Segundo eles, a divulgação dos dados não acrescentaria novos elementos ao debate eleitoral, que está a cinco dias da votação.
Apesar de ter afirmado durante o debate que não tinha nada a esconder, Flávio não se comprometeu a apresentar os documentos solicitados pelo petista. Sobre a possibilidade de aceitar o desafio, um integrante de sua campanha foi categórico: “Lula não vai ter esse gostinho”, declarou à coluna.
Como funcionaria o sigilo de Flávio?
A solicitação referente a Flávio Bolsonaro inclui, além do próprio senador, sua esposa, Fernanda Bolsonaro, seus pais, Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.
O pedido se estende ainda às informações financeiras de empresas vinculadas ao candidato, incluindo a Alcazar Holdings, localizada na Ilha da Madeira, em Portugal. Entre os sócios da companhia está o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio.
Pedido foi feito em debate
No debate realizado no último domingo (18), o atual presidente defendeu a abertura de sigilos para mostrar à população brasileira, segundo ele, “quem é ladrão e quem não é”. Na ocasião, o petista também questionou Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Lula explicou que decidiu incluir os cinco filhos na proposta por considerar que seus familiares são alvo de ataques durante as campanhas eleitorais. O presidente ainda afirmou que esta será sua última disputa pela Presidência da República.
“Essa é minha última disputa presidencial, então não posso deixar que um ladrão tente jogar minha biografia no lixo. Isso aqui é em defesa da minha honra, da minha família, porque não podemos ter um ladrão governando esse país”, declarou.
O coordenador da campanha presidencial, Camilo Santana (PT), afirmou que Lula estava disposto a liberar seus dados bancários, desde que Flávio Bolsonaro também concordasse em tornar públicos os próprios sigilos.

Foto: Fernando Frazão/Agencia Brasil
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