Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão para o segundo turno das eleições de 2026. Concorrendo ao cargo de Presidente da República, os políticos obtiveram uma diferença de apenas 2,2 milhões de votos válidos.
A eleição, que ocorreu no domingo (4), elegeu senadores, deputados estaduais, federais e governadores. Agora, no dia 25 de outubro, os eleitores voltarão às urnas para decidir o cargo mais alto do Brasil.
Flávio recebeu 56.104.268 votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos.
Lula obteve 53.876.617 votos, o que corresponde a 45,16%.
Foram registrados 2.300.781 votos brancos (1,84%) e 3.674.149 votos nulos (2,93%). O total de votos válidos correspondeu a 125.272.513.
Conheça os candidatos?
Flávio Bolsonaro
Nascido no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro cresceu na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e formou-se em Direito pela Universidade Cândido Mendes. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, iniciou sua carreira política aos 21 anos ao ser eleito o deputado estadual mais jovem do Rio de Janeiro.
Candidatou-se à Prefeitura do Rio em 2016, terminando em quarto lugar, e foi eleito senador em 2018 com mais de 4 milhões de votos.
Em março deste ano, o parlamentar virou pauta após o vazamento de um áudio cobrando pagamentos ligados à cinebiografia de seu pai, intitulada Dark Horse. Segundo investigações da Polícia Federal, Flávio teria solicitado R$ 131 milhões ao empresário Vorcaro para a produção do filme, dos quais R$ 60 milhões teriam sido repassados.
Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945, no interior de Pernambuco. Em 10 de fevereiro de 1980, fundou o Partido dos Trabalhadores (PT) junto a sindicalistas, intelectuais, religiosos e movimentos sociais. Foi eleito presidente do Brasil pela primeira vez em 2002, governando de 2003 a 2010, e assumiu novamente o comando do País em 2023.
Em abril de 2018, entregou-se à Polícia Federal e cumpriu 580 dias de prisão, sendo solto após alteração no entendimento do STF sobre o cumprimento de pena após condenação em segunda instância. Suas condenações na Operação Lava Jato foram anuladas em março de 2021 pelo ministro Edson Fachin.
Em abril de 2022, o Comitê de Direitos Humanos da ONU concluiu que o julgamento conduzido pelo ex-juiz Sergio Moro violou o direito do líder político a um tribunal imparcial e ao devido processo legal.




