“Não tem nada de errado em um filho pedir dinheiro para financiar o filme do pai”, afirmou Flávio Bolsonaro (PL) ao comentar as suspeitas sobre a captação de recursos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A declaração ocorreu durante a rodada de sabatinas promovida pela TV Globo com os candidatos à Presidência da República, exibida nesta sexta-feira (28).
Durante a entrevista, o senador e candidato à Presidência sustentou que o relacionamento com o dono do Banco Master se limitava ao projeto audiovisual.
“Não houve dinheiro público; foi um patrocínio para o filme privado sobre o meu pai. A única relação que eu tinha com ele [Daniel Vorcaro] era sobre o filme, mais nada”, alegou.

No primeiro semestre deste ano, o parlamentar havia negado ter solicitado valores ao empresário. No entanto, no dia seguinte às suas declarações, o site The Intercept Brasil divulgou áudios de conversas gravadas entre o proprietário do banco e o senador.
Flávio reforçou que as ligações e conversas eram estritamente sobre o filme de Jair. Além disso, o senador disse que o valor recebido foi apenas para pagar uma parte dos gastos de Dark Horse, já que o total do longa foi superior ao que Vorcaro investiu.
Atos de 8 de janeiro e anistia
Ao abordar a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023, em Brasília, Flávio declarou que os episódios foram protestos sem a presença de pessoas armadas. Na sequência, o presidenciável afirmou que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro buscou retirá-lo do cenário político.
“Foi uma farsa que foi armada para tirar o Jair da vida pública”, sustentou.
O candidato acrescentou que pretende conceder perdão aos investigados pelos atos caso vença a disputa no pleito.
“Eu, como presidente da República, vou trabalhar para que a anistia seja feita ainda na transição e para que esse caso não ocorra como um indulto para as pessoas do Rio de Janeiro, porque vocês vão ser honrados.”
Urnas eletrônicas
A segurança das urnas eletrônicas, tema frequente nos discursos da família Bolsonaro, também foi abordada no programa. Após defender publicamente em ocasiões anteriores que o sistema eleitoral não seria totalmente confiável, o senador mudou o tom e afirmou que o posicionamento anterior tratou-se de um equívoco.
“Não estou questionando as urnas eletrônicas. Eu falei errado. Ela não fabricou as urnas, ela apenas participou de alguns processos ao longo do processo eleitoral que o TSE estava organizando […] Quero falar aqui que vou respeitar o processo eleitoral e vou respeitar o resultado”, declarou.