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Brasil faz história e termina Mundial de Atletismo Paralímpico em 1º lugar

Delegação brasileira encerra o torneio com 44 medalhas e supera a China pela primeira vez
Brasil lidera Mundial de Atletismo Paralímpico 2025

O Brasil escreveu um novo capítulo na história do esporte neste domingo (5). A equipe verde e amarela encerrou o Mundial de Atletismo Paralímpico 2025, em Nova Déli, na Índia, no topo do quadro de medalhas, com 44 pódios, sendo 15 de ouro, 20 de prata e 9 de bronze. É a primeira vez que o país conquista a liderança geral na competição.

Um feito histórico para o esporte paralímpico

O Mundial de Atletismo Paralímpico de 2025 marca apenas a segunda vez em que a China não ficou no topo do ranking, a primeira havia sido há 12 anos, em Lyon, na França. Para o Brasil, o título vem após três vice-campeonatos consecutivos e campanhas marcantes, como o segundo lugar em Paris (2023) e Kobe (2024).

A conquista reforça a força da equipe brasileira, que vem mostrando evolução constante nas provas de pista, campo e arremesso, com destaque para a união e o trabalho do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Destaques do último dia

O domingo começou com ouro para Zileide Cassiano no salto em distância da classe T20 (deficiência intelectual). A atleta reconquistou o posto de campeã mundial ao superar a polonesa Karolina Kucharczyk, campeã da Paralimpíada de Paris.

Na sequência, Jerusa Geber brilhou nos 200 metros da classe T11 (cego total). A velocista alcançou sua 13ª medalha em Mundiais e se tornou a brasileira mais premiada da história da competição. “Cheguei e estou saindo sem dor, sem lesão. Quero o penta, o hexa, quero tudo”, disse a atleta de 43 anos ao CPB.

Virada de ouro para Clara Daniele

A estreante Clara Daniele também fez história. Inicialmente prata nos 200 metros da classe T2 (baixa visão), a atleta herdou o ouro após o Brasil vencer um protesto contra a venezuelana Alejandra Lopez, desclassificada por infração do atleta-guia.

Pódios e recordes no fechamento

Maria Clara Augusto conquistou sua terceira medalha no campeonato, levando a prata nos 200 metros da classe T47. Já Edenilson Floriani encerrou o Mundial com bronze no arremesso de peso e novo recorde das Américas.

Thiago Paulino também teve confirmada a prata no arremesso de peso da classe F57, após revisão oficial do resultado feita pelo comitê organizador.

Orgulho nacional

Com os resultados, o Brasil encerra sua melhor participação em um Mundial de Atletismo Paralímpico, superando potências como China e Estados Unidos. A conquista reforça o protagonismo do país no esporte adaptado e aumenta as expectativas para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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