A Copa do Mundo de 2026 reunirá jogadores de diferentes origens e trajetórias. Ao todo, 258 atletas disputarão o torneio por seleções diferentes dos países onde nasceram. Os números aparecem nas listas oficiais das 48 equipes classificadas para o Mundial, que começará em 11 de junho nos Estados Unidos, Canadá e México. O fenômeno ocorre por fatores como dupla nacionalidade, vínculos familiares, movimentos migratórios e processos de naturalização, cada vez mais presentes no futebol internacional.
Herança familiar molda identidade de diversas seleções
A globalização transformou a composição de várias seleções nacionais. Em muitos casos, atletas nascidos em um país optam por representar a terra de seus pais ou avós. Em outros, a escolha acontece após anos de residência e integração cultural.
Segundo levantamento divulgado pela CNN Brasil, Curaçao lidera esse cenário. Dos 26 convocados para a Copa, apenas um nasceu na ilha caribenha. Os demais jogadores nasceram principalmente na Holanda, reflexo da relação histórica entre os dois territórios.
O mesmo movimento aparece em outras seleções. A República Democrática do Congo contará com 20 atletas nascidos fora do país. Marrocos, adversário do Brasil na fase de grupos, terá 19 jogadores estrangeiros de nascimento. Grande parte deles nasceu na França, Espanha, Bélgica ou Holanda, mas escolheu defender suas raízes familiares.
Além disso, Argélia, Haiti, Tunísia e Cabo Verde também chegam ao Mundial com elencos fortemente influenciados pela diáspora de seus povos. Dessa forma, a Copa se transforma em um retrato das conexões globais que ultrapassam fronteiras geográficas.

Brasil segue caminho oposto, mas terá representantes em outras seleções
Enquanto diversas equipes apostam em atletas nascidos fora de seus territórios, algumas seleções mantiveram grupos formados exclusivamente por jogadores nascidos no próprio país.
De acordo com os dados publicados pela CNN Brasil, apenas oito seleções apresentam essa característica: Brasil, África do Sul, Tchéquia, Colômbia, Suécia, Arábia Saudita, Áustria e Panamá.
Apesar disso, brasileiros estarão presentes em outras delegações da Copa. Matheus Nunes defenderá Portugal, Lucas Mendes atuará pelo Catar e Maurício representará o Paraguai durante o torneio.
Esses casos ilustram como a nacionalidade esportiva nem sempre acompanha o local de nascimento. Atualmente, laços familiares, oportunidades profissionais e identificação cultural exercem papel importante na decisão dos atletas.
Assim, a Copa do Mundo de 2026 não será apenas um encontro entre países. O torneio também mostrará histórias de identidade, pertencimento e conexões internacionais que ajudam a explicar a diversidade presente no futebol moderno.