O Palmeiras se tornou o quarto clube do mundo que mais arrecadou com a venda de jogadores formados na base nos últimos cinco anos, segundo levantamento do CIES Football Observatory. O desempenho é resultado do modelo de formação adotado pelo clube, que transformou suas categorias de base em uma das mais lucrativas do futebol mundial.
Palmeiras se consolida como potência formadora
O clube paulista acumulou cerca de 289 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,7 bilhão) em transferências de atletas formados em casa no período analisado, ficando atrás apenas de gigantes europeus como Chelsea, Manchester City e Aston Villa.
O dado reforça o protagonismo do Palmeiras na formação de talentos e sua capacidade de gerar receitas expressivas com jovens jogadores
Além disso, o sucesso financeiro está diretamente ligado a mudanças estruturais implementadas na última década. O clube investiu em captação, ampliou sua equipe técnica e profissionalizou o departamento de base.
A reformulação começou ainda na gestão de Paulo Nobre e ganhou força com o trabalho coordenado por João Paulo Sampaio, responsável por transformar o clube em referência no desenvolvimento de atletas.

Grandes vendas impulsionam números
Com isso, o Palmeiras passou a protagonizar algumas das maiores negociações do futebol brasileiro nos últimos anos. Jogadores como Gabriel Jesus, Endrick e Estêvão simbolizam essa geração de talentos valorizados no mercado internacional.
Além disso, o clube conseguiu aumentar o valor médio das negociações, mesmo com um número menor de jogadores vendidos em comparação a outros clubes.
Ao ampliar o recorte, o Palmeiras segue em evidência. Nos últimos dez anos, o clube aparece entre os dez que mais arrecadaram com vendas da base, sendo o único brasileiro na lista dominada por equipes europeias.
Esse desempenho reforça a consistência do projeto a longo prazo e a manutenção do clube entre os principais formadores do mundo.
Portanto, o Palmeiras transformou sua base em um dos principais pilares do clube, tanto esportiva quanto financeiramente. A capacidade de revelar talentos e negociá-los por valores elevados coloca o time em um patamar próximo ao de grandes clubes europeus.
Além disso, o modelo adotado reduz a dependência de contratações caras e cria um ciclo sustentável: forma, valoriza e vende atletas, reinvestindo no próprio sistema.
O resultado é claro: mais do que revelar jogadores, o Palmeiras passou a operar como uma verdadeira “indústria” de talentos no futebol mundial.
Créditos:
Matéria produzida com base nas reportagens do ge.globo e Terra Esportes, além de dados do CIES Football Observatory.