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Ponte Preta é punida pela CBF por atrasos salariais e perde benefícios

Macaca se tornou o primeiro clube punido pelo fair play financeiro da CBF
bandeirinha de escanteio da Ponte Preta representando a punição da CBF sobre os salários atrasados

A Ponte Preta se tornou o primeiro clube punido pelo fair play financeiro da CBF. Na terça-feira (16), a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) anunciou a exclusão da Macaca do Programa de Apoio à Restruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B) por causa dos atrasos salariais.

Agora, pagará do próprio bolso as viagens para os jogos da Série B. A decisão anula o trato feito no começo do do campeonato, quando a CBF se comprometeu a financiar os gastos dos 20 clubes, desde que eles honrassem seus compromissos financeiros.

Apesar da punição, o clube paulista pode retornar para o Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B. Para que isso aconteça, a diretoria do clube precisa quitar os salários atrasados e apresentar os comprovantes de pagamento.

Confira a nota divulgada pela ANRESF:

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) informa que, nos termos do Extrato de Decisão nº 017/2026, determinou a exclusão da Associação Atlética Ponte Preta do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B), em razão do descumprimento do Requisito de Solvência. A permanência no programa exige a regularidade no pagamento das obrigações trabalhistas devidas a atletas, comissão técnica e funcionários; persistindo a inadimplência por mais de sessenta dias, a exclusão é consequência automática (art. 11, § 2º, do Regulamento do PARF-B).

A partir da decisão, a responsabilidade pelas despesas de logística e arbitragem passa a ser integral e exclusiva do clube, que perde o custeio antes assumido pela CBF.

A CBF continuará a operacionalizar a logística por meio de sua agência parceira e a processar as taxas pelo sistema centralizado da Confederação, passando a enviar mensalmente ao clube a fatura consolidada das despesas incorridas, a ser reembolsada em até dez dias úteis. Além disso, o clube deverá restituir à CBF o valor de todas as despesas de logística e arbitragem suportadas desde o início da competição até a data da exclusão. O não pagamento sujeita o clube à retenção de quotas de transmissão ou premiação e às demais sanções previstas na regulamentação aplicável.

A exclusão não impede a readesão futura. O clube poderá voltar a aderir ao PARF-B desde que comprove novamente o preenchimento dos requisitos de elegibilidade e de permanência, pelo procedimento próprio de adesão — o que pressupõe a efetiva regularização das obrigações trabalhistas que motivaram a exclusão.

A ANRESF reforça que, conforme previsto no Regulamento do Programa, o apoio financeiro concedido pela CBF no âmbito do PARF-B tem como objetivo auxiliar os clubes no saneamento de seus passivos e na manutenção de sua regularidade financeira. O fair play financeiro é pressuposto indispensável do equilíbrio e da integridade das competições, e a ANRESF reafirma seu compromisso de atuar ao lado dos clubes na construção de um futebol mais sustentável, transparente e financeiramente responsável.

Luiz Antônio Torrano (à direita) é o presidente da Ponte Preta e Marco Antônio Eberlin (à esquerda) é o vice
Luiz Antônio Torrano (à direita) é o presidente da Ponte Preta e Marco Antônio Eberlin (à esquerda) é o vice / Foto: Marcos Ribolli / PontePress

Crise sem fim

Os problemas financeiros na Ponte se arrastam desde a metade do ano passado e impactam diretamente dentro de campo.

Na Série B, a equipe não vence há sete jogos, acumulando seis derrotas e um empate, além de ocupar a vice-lanterna, com apenas oito pontos somados em 13 jogos.

A falta de pagamento custou caro ao time paulista, que perdeu peças importantes logo no início do campeonato. O experiente zagueiro David Braz e o lateral-direito Bryan Borges deixaram o clube em razão desses atrasos.

A derrota para sofrida para o Cuiabá, há pouco mais de 10 dias, abriu espaço para o goleiro Diogo Silva escancarar a situação caótica da Ponte Preta. O jogador resolveu expor a realidade financeira do elenco após ser questionado se o clube havia quitado ao menos um mês de salário antes de a bola rolar.

“Graças a Deus recebemos o mês de janeiro, mas estamos em junho”, disse Diogo Silva.

Elenco da Ponte Preta reunido / Foto: Marcos Ribolli / PontePress

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Autor

  • Marcelo Castro

    Colaborador do VTV News e comentarista esportivo. Atua na cobertura dos principais clubes do interior paulista e da Baixada Santista, com destaque para Santos, Guarani, Ponte Preta e Red Bull Bragantino. Já foi locutor e produtor na Rádio Mix FM Santos, apresentando quadros voltados ao esporte, notícias e entretenimento.

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