A goleada da Seleção Brasileira por 6 a 2 sobre o Panamá, neste domingo (31), no Maracanã, no Rio de Janeiro, deu ao técnico Carlo Ancelotti mais elementos para avaliar o elenco antes da Copa do Mundo de 2026. Após a partida, o treinador elogiou o desempenho da equipe, destacou a participação dos reservas e admitiu que ainda não definiu os titulares para a estreia no Mundial. O Brasil embarca para os Estados Unidos hoje e terá mais um amistoso antes do início da competição.
Segundo tempo aumenta a disputa por vagas
Apesar do placar confortável, Ancelotti evitou cravar uma formação ideal. Na entrevista coletiva, o treinador afirmou que a atuação dos jogadores que entraram no segundo tempo ampliou a concorrência por posições e trouxe novas alternativas para a comissão técnica.
O italiano ressaltou que os reservas aproveitaram a oportunidade e mostraram condições de disputar espaço entre os titulares. Ao mesmo tempo, ele ponderou que o Panamá diminuiu a intensidade após o intervalo, cenário que facilitou algumas ações ofensivas da Seleção.
Segundo Ancelotti, a equipe apresentou aspectos positivos durante toda a partida. No entanto, ele reconheceu que ainda precisa corrigir alguns pontos antes da estreia na Copa. O treinador classificou as dúvidas surgidas após o amistoso como positivas, já que elas ampliam as possibilidades de escolha.
As declarações foram publicadas inicialmente pelo ge. Durante a coletiva, Ancelotti reforçou que seguirá observando o grupo nos próximos dias antes de tomar uma decisão definitiva.
A disputa por vagas continua aberta. O treinador utilizou 21 dos 26 convocados no amistoso e avaliou diferentes combinações ao longo dos 90 minutos.

Flexibilidade tática ganha força antes da Copa
Ancelotti também indicou que pretende adaptar a equipe de acordo com cada adversário. O treinador explicou que não pretende seguir apenas um modelo de jogo e busca encontrar o melhor equilíbrio entre defesa e ataque.
O meio-campo foi um dos setores mais observados durante a partida. Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Danilo e Fabinho atuaram em diferentes formações. No ataque, Vinícius Júnior, Raphinha e Matheus Cunha também desempenharam funções variadas.
Outra possibilidade analisada pela comissão técnica envolve a utilização de um centroavante com características mais físicas. Nesse contexto, Ancelotti destacou a importância de Igor Thiago como opção para enfrentar equipes que pressionam mais a saída de bola.
Os próximos treinamentos nos Estados Unidos terão papel importante na definição da equipe. Além disso, o amistoso contra o Egito, marcado para 6 de junho, servirá como o último grande teste antes da estreia diante do Marrocos.
A chegada de jogadores que ainda não se apresentaram, como Marquinhos, Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli, também aumentará a concorrência interna. Por isso, Ancelotti prefere manter a cautela antes de confirmar a escalação.
Enquanto a definição não acontece, o treinador deixou uma certeza durante a coletiva. Com bom humor, ele garantiu que já sabe quantos atletas estarão em campo no primeiro jogo da Copa: onze.