A Fifa está pressionando para que a International Football Association Board (IFAB), o órgão responsável por estabelecer e alterar as regras do futebol, convoque uma reunião extraordinária com o objetivo de aprovar a chamada “Lei Vinicius Jr.” antes do início da Copa do Mundo.
A proposta prevê que jogadores que cubram a boca ao direcionar ofensas em campo sejam automaticamente expulsos. A medida, se adotada, entraria em vigor já no próxima Copa, que começa em junho.
“Se um jogador tapa a boca e diz algo que tem consequências racistas, então ele tem que ser expulso, obviamente. Deve haver uma presunção de que ele disse algo que não deveria ter dito, caso contrário não teria precisado cobrir a boca”, afirmou Gianni Infantino, em entrevista à Sky News.
A intenção da Fifa é realizar o debate em abril, em Vancouver, no Canadá, quando acontece o 76.º Congresso da entidade, encontro que reúne os principais dirigentes de confederações e associações do futebol, entre elas aqueles com direito a voto na IFAB.

Caso Vini Jr.
No último sábado, a IFAB afirmou que realizará consultas para elaborar medidas voltadas a situações semelhantes como o protagonizado por Prestianni, do Benfica, no confronto contra o Real Madrid pela Champions League.
O meio-campista argentino, que acabou suspenso de forma preventiva pela Uefa, foi acusado por Vini Jr. de ter proferido ofensas racistas após o gol anotado pelo atacante do Real Madrid.
Durante o lance, Prestianni apareceu com a camisa cobrindo a boca antes de Vini Jr. se aproximar do árbitro para relatar o ocorrido.
