A Assembleia Geral Extraordinária da Ponte Preta, que discutiria a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) , foi adiada na noite de segunda-feira (24) sem que a votação fosse realizada.
A decisão ocorreu após o clube receber duas liminares da Justiça, que estabeleceram novas exigências para a realização da reunião.
A reunião foi marcada por tensão e protestos. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram bate-boca entre o vice-presidente Marco Antonio Eberlin e membros da oposição no Salão Nobre, além de manifestações com gritos de “renúncia” contra a diretoria executiva.
Decisão da Justiça e confusão marcam Assembleia
As decisões judiciais partiram de ações apresentadas pela oposição. Uma delas exigia que a Ponte definisse previamente se a proposta trataria da transformação do clube em SAF ou da separação do departamento de futebol das demais atividades associativas.
Já a segunda determinava a presença de um tabelião para acompanhar a reunião, registrar os acontecimentos em ata, conferir a situação dos associados presentes e garantir a gravação completa da Assembleia.
Segundo o diretor jurídico da Ponte Preta, José Henrique Specie, as exigências determinadas pela Justiça não faziam parte do planejamento inicial da Assembleia.
“O clube não estava preparado para cumprir esses tipos de situações. Em conjunto com os advogados autores da ação e do presidente do Conselho Deliberativo, foi quase um consenso que, por prudência, e até para atender as obrigações de caráter logístico e operacional que a liminar determinou, seria melhor postergar a data para o clube se preparar para cumprir rigorosamente o estabelecido”, disse em entrevista coletiva.
Sem previsão
Diante das novas exigências judiciais, José Armando Abdalla Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, decidiu adiar a Assembleia da Ponte Preta. O clube agora vai definir uma nova data com os setores operacional e administrativo.
A reunião precisará ser novamente convocada por edital, respeitando o prazo mínimo de 15 dias entre a publicação e a realização da Assembleia.
Salários atrasados
Enquanto a Ponte Preta tenta definir os próximos passos para a criação da SAF, o clube convive com outro problema urgente: os salários atrasados. Na semana passada, os jogadores divulgaram uma nota cobrando uma solução e estipularam esta terça-feira (25) como prazo para o pagamento.
Sem a regularização dos vencimentos, o elenco ameaça interromper as atividades do futebol, aumentando ainda mais a pressão sobre a diretoria em meio à crise financeira.
