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Guerra da Ucrânia completa quatro anos; entenda a evolução do conflito

Após a invasão russa, o conflito já deixou centenas de milhares de mortos e chega em 2026 com impasses territoriais e novas tentativas de negociação

A guerra iniciada pela Rússia contra a Ucrânia completa quatro anos nesta terça-feira, 24 de fevereiro, após 1.461 dias de combates. O conflito, que começou com a maior invasão terrestre na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, deixou centenas de milhares de mortos e feridos, desde militares até civis, e segue sem desfecho, apesar de novas tentativas de negociação.

Ao longo desse período, o presidente russo Vladimir Putin buscou consolidar ganhos territoriais no leste e no sul ucraniano, enquanto o presidente Volodymyr Zelensky dependeu do apoio militar e financeiro dos Estados Unidos e da União Europeia para resistir e recuperar áreas ocupadas. O conflito extrapolou as fronteiras dos dois países, provocando sanções em escalas surpreendentes e tensão na política global.

Agora, no quarto ano, nunca houve tantas conversas sobre negociação da guerra, mas mesmo assim, os combates continuam intensos. A discussão sobre garantias de segurança, adesão da Ucrânia à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e o destino dos territórios ocupados permanece como principais desafios para chegarem à um acordo.

Imagem: Divulgação/ Pexels

Quem está envolvido na Guerra da Ucrânia?

Embora o conflito seja diretamente entre Rússia e Ucrânia, ele ganhou dimensão internacional:

  • Estados Unidos: principal fornecedor de armas e recursos a Kiev, sob os governos de Joe Biden e, mais recentemente, Donald Trump.
  • União Europeia: impôs sucessivos pacotes de sanções contra Moscou e financiou ajuda militar e econômica.
  • OTAN: reforçou sua presença no Leste Europeu e recebeu novos membros, como Finlândia e Suécia.
  • Coreia do Norte: enviou milhares de militares para apoiar forças russas.
  • China: apresentou proposta de cessar-fogo e mantém posição ambígua, defendendo diálogo e criticando sanções.

Principais marcos da guerra ano à ano

2022 – A invasão e a resistência ucraniana

  • Em 24 de fevereiro, tropas russas cruzaram a fronteira com o objetivo declarado de “desmilitarizar” e “desnazificar” a Ucrânia. Moscou esperava tomar Kiev rapidamente, mas a resistência ucraniana frustrou os planos;
  • Nos primeiros meses, forças russas recuaram do entorno da capital, deixando denúncias de massacres em cidades como Bucha e Irpin;
  • Houve tentativas iniciais de negociação na Bielorrússia e na Turquia, sem sucesso;
  • No segundo semestre, a Ucrânia lançou contraofensivas e recuperou áreas no nordeste e no sul.

2023 – Guerra de desgaste e impasse diplomático

  • O conflito entrou numa fase de desgaste prolongado, com batalhas intensas no leste, especialmente em Donetsk;
  • A Ucrânia apresentou uma “fórmula de paz” prevendo retirada total das tropas russas, rejeitada por Moscou;
  • A China lançou um plano de 12 pontos pedindo cessar-fogo, mas sem avanços concretos;
  • A guerra passou a impactar fortemente a economia global, com crise energética e alimentar.
Imagem: Divulgação/ Reuters

2024 – Escalada internacional e novos atores

  • O ano foi marcado pela ampliação do conflito. A Ucrânia recebeu caças F-16 e autorização dos EUA para usar armas de longo alcance contra alvos em território russo;
  • A Rússia respondeu com ataques massivos à infraestrutura energética ucraniana e reforçou o recrutamento militar;
  • A presença de soldados norte-coreanos ao lado de tropas russas elevou a tensão geopolítica;
  • A Suécia aderiu à OTAN, ampliando ainda mais a aliança militar ocidental.

2025 – Pressão por negociação

  • Com a volta de Donald Trump à Casa Branca, Washington retomou contatos diretos com Moscou;
  • Conversas em países como Arábia Saudita e Turquia discutiram possíveis termos para cessar-fogo;
  • Zelensky passou a admitir publicamente a possibilidade de negociações envolvendo territórios, desde que haja garantias de segurança robustas;
  • Apesar disso, ofensivas continuam no leste e no norte da Ucrânia, e nenhum acordo definitivo foi firmado.

O que está em jogo agora?

A Rússia controla cerca de um quinto do território ucraniano, incluindo a Crimeia, anexada em 2014. No momento, Moscou exige reconhecimento dessas áreas como parte de seu território e neutralidade permanente da Ucrânia.

Kiev, por sua vez, quer garantias internacionais para evitar novas invasões e insiste na preservação de sua soberania.

Enquanto isso, o conflito segue influenciando o equilíbrio de poder na Europa e no mundo.


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Autor

  • Pietra Mesquita

    Jornalista formada pela PUC-Campinas, com experiência em produção de conteúdo, redação, redes sociais e atuação jornalística multiplataforma. Interessada por cinema, entretenimento e cultura digital.

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