A Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos, em conjunto com o Instituto Brasileiro de Infraestrutura, o IBI, realizou em Brasília a abertura oficial do ano legislativo de 2026. O encontro reuniu parlamentares, representantes do setor produtivo e lideranças da infraestrutura para apresentar o balanço das ações do ano passado e as prioridades para os próximos meses.
Entre os destaques, a apresentação de uma nova ferramenta tecnológica do Observatório do IBI, voltada ao monitoramento em tempo real da tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional.
Segundo Bruno Pinheiro, gerente do Observatório de Estrutura de Dados do IBI, a ferramenta permite acompanhar alterações em propostas legislativas e notificar automaticamente os responsáveis.
“Então, a gente vai falar um pouco do trabalho do observatório nesses últimos seis, sete meses e vai apresentar uma ferramenta proprietária do IBI que controla todos os projetos de lei do Senado e do Congresso, do Senado e da Câmara. Então, o Congresso geral e uma ferramenta para os nossos mantenedores e para o nosso dia-a-dia. Qualquer alteração de projeto de lei, qualquer mudança, a gente notificar em Zap. Então, automaticamente a gente consegue ir lá resolver qualquer problema ou facilitar o andamento de um projeto de lei.”

A ferramenta funciona a partir do acompanhamento direto dos sistemas da Câmara e do Senado. Os projetos considerados prioritários são definidos por comitês temáticos internos, que hoje somam 14 grupos de trabalho.
O diretor-presidente do IBI, Mário Povia, destacou que o encontro também serviu para apresentar o balanço de 2025 e as expectativas para 2026.
“Bom, o encontro promovido pela frente parlamentar de portos e aeroportos. Tá aqui o deputado nosso vice-presidente Flávio Nogueira, que vai conduzir aqui a abertura dos trabalhos. Vamos falar um pouco do que que nós fizemos em conjunto aí uma espécie de balanço do ano passado, 2025, e um pouco da que a gente projeta para 2026.”

Segundo Povia, o último ano foi marcado por forte atuação em pautas estratégicas.
“Ah, muito positivo, né? A gente trabalhou forte aí no PL 733, reforma tributária, as convenções internacionais, eu acho que foram pautas aí, trabalhamos muito em audiências públicas na CVT e na comissão de infraestrutura do Senado. Eu acho que os comitês tem aqui, os grupos de trabalho, missões internacionais, enfim, tem bastante atuante, eu acho que a gente deixa aí uma boa construção, né?”
O presidente do Conselho de Administração do IBI, Mauro Sammarco, afirmou que 2026 será um ano intenso, mesmo com o calendário eleitoral encurtando os prazos legislativos.
“É, o IBI vem fazendo um trabalho muito importante, desenvolvimento do setor da infraestrutura do Brasil, um trabalho junto com o legislativo, o desenvolvimento da legislação, os avanços importantes que a gente precisa para os investimentos das empresas.”
Ele ressaltou que o instituto deve ampliar rodadas de negócios, missões internacionais e encontros temáticos nos estados, aproximando demandas regionais do Congresso Nacional.
Para o deputado federal Flávio Nogueira, as frentes parlamentares têm papel estratégico na construção de consensos em meio ao cenário político polarizado.
“As frentes parlamentares são como se fosse um refúgio para reflexão deixando à margem essa grande polarização que existe na política brasileira. Nós devemos ter em mente temas de interesse nacional que possam fazer uma política de desenvolvimento na economia do Brasil.”
A expectativa é que, ao longo de 2026, a Frente Parlamentar e o IBI ampliem a articulação, buscando fortalecer o ambiente de investimentos e modernizar o setor logístico brasileiro.