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Intoxicação por metanol em bebidas adulteradas acende alerta na região de Bragança e Campinas

Ministério alerta estabelecimentos após nove casos de intoxicação por metanol em menos de um mês.
Intoxicação por metanol em bebidas adulteradas acende alerta na região de Bragança e Campinas (Foto: Unsplash)

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), emitiu neste sábado (27) uma recomendação urgente a bares, restaurantes, hotéis, casas noturnas, mercados, distribuidores e plataformas digitais de São Paulo e regiões próximas.

A medida foi motivada por casos de intoxicação relacionados ao consumo de bebidas adulteradas com metanol, substância de alta toxicidade e risco coletivo à saúde pública (leia a nota na íntegra).

Segundo o apurado pelo VTVNews, as intoxicações ocorreram em São Paulo (SP), Bragança Paulista, Limeira e São Bernardo do Campo, envolvendo principalmente bebidas como vodka, gin e whisky. A origem exata das bebidas adulteradas ainda estão sendo investigada.

Casos de intoxicação

Na sexta-feira (26), a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) notificou, via Sistema de Alerta Rápido (SAR), nove ocorrências de intoxicação por metanol em 25 dias, todas associadas à ingestão de bebidas alcoólicas irregulares.

Em Bragança Paulista, um homem de 52 anos foi encontrado inconsciente na sua residência e precisou ser internado urgentemente na última semana.

O documento, assinado pelo secretário nacional do Consumidor, Paulo Henrique Pereira, delineou a necessidade de cooperação entre governo, setor privado e sociedade para combater falsificações e proteger consumidores.

Orientações aos estabelecimentos

A recomendação estabelece protocolos imediatos:

  • Compra segura e conferência de produtos;
  • Rastreabilidade para identificar origem e lote;
  • Atenção a preços anormalmente baixos, lacres tortos, impressões grosseiras e odor de solventes;
  • Isolamento físico e preservação de amostras em caso de suspeita;
  • Encaminhamento de consumidores com sintomas como visão turva, dores de cabeça intensas, náuseas ou rebaixamento da consciência para atendimento médico imediato.

O Disque-Intoxicação (0800 722 6001), da Anvisa, deve ser acionado, assim como a Vigilância Sanitária, o PROCON e, quando cabível, a Polícia Civil (197) e o Ministério da Agricultura e Pecuária.

Consequências legais

O MJSP destacou que a comercialização de produtos adulterados configura crime previsto no artigo 272 do Código Penal, sujeito a reclusão e multa. Também se enquadra como crime contra as relações de consumo, conforme a Lei nº 8.137/1990.

O Código de Defesa do Consumidor obriga fornecedores a garantir segurança e transparência, podendo exigir recall em situações de risco.

A recomendação tem aplicação imediata em São Paulo, mas poderá ser estendida a outros estados diante de novos achados das autoridades.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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