O cineasta, roteirista e ex-secretário nacional do Audiovisual Orlando Senna morreu na tarde desta terça-feira (9), aos 86 anos, no Rio de Janeiro.
Um dos nomes mais influentes do cinema brasileiro e latino-americano, ele foi internado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Copacabana após apresentar um quadro de broncopneumonia, mas não resistiu após sofrer uma inflamação pulmonar e precisar ser intubado.
Nascido em Lençóis, na Bahia, em 1940, Senna marcou a história do cinema nacional ao codirigir, ao lado de Jorge Bodanzky, o clássico Iracema – Uma Transa Amazônica (1974), obra premiada internacionalmente por denunciar os impactos sociais e ambientais da ditadura militar na Amazônia.
Além de sua sólida carreira artística como realizador, escritor e jornalista, o baiano teve papel decisivo nas políticas públicas de cultura do país. Ele comandou a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura entre 2003 e 2007, no primeiro governo Lula, onde liderou a descentralização de recursos para o setor.
Senna também foi diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e um dos principais articuladores da criação da TV Brasil. O falecimento do gestor causou grande comoção na comunidade artística nacional.