Aproximadamente 12 metros de comprimento e cerca de 12 toneladas. Esse é o porte da baleia-jubarte conhecida como Timmy, que foi resgatada após passar mais de um mês encalhada na costa da Alemanha. O animal, no entanto, preocupa especialistas, já que pode ter morrido após ser libertado no Mar Báltico.
O alerta foi feito por especialistas do Museu Oceanográfico Alemão, após a ausência de sinais do rastreador instalado no animal desde o último registro. Mesmo após a operação, já havia indicativos de que o estado de saúde da baleia era delicado, o que poderia comprometer sua sobrevivência em alto-mar.
“A baleia já estava extremamente debilitada e encalhou repetidamente após tentativas anteriores de resgate em um curto período de tempo. É muito provável que não tivesse forças suficientes para nadar em águas profundas por muito tempo e, portanto, não esteja mais viva”, informou o museu em comunicado.
Críticas ao resgate
O registro mais recente de Timmy foi feito na manhã de sábado (2), pouco depois da soltura, por meio de imagens de drone. A veterinária Kirsten Tönnies afirmou que a baleia pode ter sido liberada cedo demais e em uma área distante da costa, o que teria aumentado o estresse e acelerado o esgotamento físico.
Outro ponto levantado envolve o equipamento de monitoramento. O biólogo marinho Peter Madsen afirmou que o rastreador utilizado pode não ser adequado para fornecer dados precisos sobre as condições do animal, o que dificulta a confirmação do que ocorreu após a soltura. Desde então, não há novos registros.
🐋🇩🇪 Baleia encalhada na Alemanha é levada rumo ao mar do Norte após resgate complexo
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) April 30, 2026
🌊 A baleia-jubarte Timmy, encalhada desde março na Alemanha, está sendo levada em uma barcaça e deve alcançar o mar do Norte até a sexta-feira (1º), de acordo com a mídia europeia.
🙏 A… pic.twitter.com/md5eeNKBpp
Debates
Timmy encalhou pela primeira vez em março, na costa alemã, e chegou a permanecer presa em bancos de areia por vários dias. Equipes de resgate utilizaram dragas para tentar libertar o animal, que chegou a ser solto, mas voltou a encalhar pouco tempo depois, antes de ser transportado em uma estrutura aquática até alto-mar.
A operação foi financiada por iniciativa privada e liderada pelo empresário Walter Gunz, cofundador da MediaMarkt. Ele defendeu a tentativa de salvar o animal diante das críticas: “Sem tentativa, a baleia certamente morrerá. Tentando, ao menos existe uma chance”. A possível morte reacende o debates sobre o caso.