A Guarda Revolucionária iraniana interceptou dois navios no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (22), alegando violações marítimas, após o presidente Donald Trump suspender os ataques ao Irã por tempo indeterminado a pedido de mediadores paquistaneses.
A apreensão é a primeira desde o início do conflito, no fim de fevereiro, e ocorre em uma rota responsável por 20% do escoamento global de petróleo, onde outras três embarcações foram alvo de disparos.
Bloqueio marítimo
Apesar da suspensão dos ataques para aguardar discussões diplomáticas, os EUA mantêm o bloqueio da Marinha ao comércio marítimo iraniano, tendo apreendido um navio de carga no sábado. O governo do Irã classifica o bloqueio norte-americano como um ato de guerra e afirma que não suspenderá o fechamento do estreito — causador de uma crise energética global — enquanto o cerco dos Estados Unidos continuar.
Nas redes sociais, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, comentou que o cessar-fogo completo só tem sentido se não for violado.
“Um cessar-fogo completo só tem sentido se não for violado pelo cerco marítimo e pelo sequestro da economia mundial, e se a beligerância dos sionistas em todos os fronts for interrompida; a reabertura do Estreito de Ormuz não é possível com uma violação flagrante do cessar-fogo. Não alcançaram seus objetivos com a agressão militar, nem os alcançarão com intimidação. O único caminho é aceitar os direitos da nação iraniana”, escreveu Ghalibaf em uma publicação.
Já na noite de terça-feira (21), Trump disse em suas redes que os EUA haviam atendido ao pedido dos mediadores do Paquistão para que suspendessem os ataques ao Irã até que os líderes apresentem propostas e que haja um acordo entre ambos os países.
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