Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a deixar suas casas e seguir para centros de evacuação após um terremoto de magnitude 7,1 atingir a cidade costeira de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do Japão, nesta terça-feira (28). De acordo com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, o tremor deixou vários feridos.
Entre os impactos registrados após o abalo, pelo menos 50 pessoas precisaram de atendimento hospitalar. As equipes de emergência continuam atuando nas áreas afetadas para avaliar os danos e prestar assistência às vítimas.
Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a deixar suas casas e seguir para centros de evacuação após um terremoto de magnitude 7,1 atingir a cidade costeira de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do Japão, nesta terça-feira (28). De acordo com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, o tremor deixou várias pessoas feridas.
equipes de resgate atuam na busca por cerca de 20 a 30 pessoas que podem estar desaparecidas após o desabamento de um shopping. As autoridades também investigam a possibilidade de mortes no local, enquanto os trabalhos de busca e salvamento continuam.
Além dos danos já registrados, novas réplicas foram sentidas após o tremor principal. Um alerta de tsunami emitido anteriormente foi descartado, mas, como medida de segurança, a operadora ferroviária local informou que os trens foram suspensos.
Diante dos impactos causados pelo terremoto, equipes de emergência foram mobilizadas para atender as áreas afetadas e avaliar a extensão dos danos registrados.
Além das ações de resgate e avaliação dos prejuízos, empresas instaladas na região também adotaram medidas preventivas de segurança. Ainda de acordo com a agência Reuters, a TSMC, maior fabricante de chips do mundo, retirou funcionários da fábrica local, assim como a Sony e a Fujifilm, que realizaram evacuações após o tremor.
Terremotos
Um tremor de magnitude 7,1 está entre os terremotos considerados fortes. Esse número representa a energia liberada no ponto onde o abalo se inicia, chamado de hipocentro. Atualmente, os cientistas utilizam a escala de magnitude de momento (Mw) para calcular a intensidade dos terremotos, que substituiu a antiga escala Richter na maioria dos casos.
Dentro dessa classificação, um terremoto de magnitude 7,1 está entre os níveis mais elevados de intensidade. Tremores dessa proporção ficam abaixo apenas daqueles com magnitude igual ou superior a 8,0, que apresentam potencial ainda maior de causar destruição. classificados a partir de 8,0, que estão associados a um potencial ainda mais elevado de causar impactos e destruição.
Histórico
Localizado em uma das regiões com maior ocorrência de terremotos do planeta, o Japão é considerado um dos países com maior atividade sísmica do mundo, conforme dados da embaixada e do consulado dos Estados Unidos no país.
A região onde o Japão está localizado faz parte do chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, uma área que concentra intensa atividade sísmica e vulcânica. Essa faixa reúne algumas das principais zonas de subducção do planeta, o que explica a ocorrência frequente de terremotos e erupções vulcânicas nos países que fazem parte dela.
Essa intensa atividade está relacionada ao movimento das placas tectônicas que formam a crosta terrestre. Uma zona de subducção ocorre quando duas placas se encontram e se deslocam em sentidos opostos.
Nesse processo, a placa que possui maior densidade desliza para baixo da outra, gerando atrito e liberando energia acumulada. Esse movimento é responsável por provocar fenômenos como terremotos e contribui para a intensa atividade sísmica registrada nessas regiões.
No caso do Japão, esse movimento envolve a placa do Pacífico, que apresenta maior densidade e se desloca para baixo da placa menos densa, formada pelas ilhas que compõem o território japonês. Essa interação entre as placas ajuda a explicar a frequência de terremotos na região.