A França enfrenta uma onda de protestos que começou no fim de setembro, inicialmente motivada por cobranças por melhores condições na educação, e passou a reunir outras reivindicações sociais e econômicas. As manifestações, que começaram majoritariamente de forma pacífica, ganharam proporções maiores e, em alguns casos, terminaram em episódios de violência, com incêndios, saques e confrontos.
Falta de professores e salas superlotadas
Os movimentos tiveram início no fim de setembro, com estudantes cobrando melhorias na estrutura das escolas, diante da falta de professores e da superlotação nas salas de aula. Como forma de protesto, grupos passaram a bloquear as entradas de instituições de ensino.
Com o avanço das mobilizações, as reivindicações se ampliaram e passaram a incluir críticas ao alto custo de vida enfrentado no país e à possibilidade de cortes de verbas destinadas a serviços essenciais.
O que fez os protestos na França se tornarem violentos?
Embora as manifestações tenham começado, em sua maioria, de forma pacífica, parte dos atos passou a registrar episódios de violência, com incêndios, saques e confrontos. Os acontecimentos também deixaram feridos e uma pessoa morreu.
Os protestos teriam se tornado violentos após o aparecimento de grupos de ativistas e pessoas mascaradas vestidas de preto.

Mais de meio milhão de pessoas foram às ruas
No sábado (17), a França foi tomada por uma nova onda de protestos. De acordo com a BBC, mais de meio milhão de pessoas participaram das manifestações em todo o país.
A estimativa é de que 1,5 mil lojas e estabelecimentos tenham sido saqueados ou destruídos durante os atos. Segundo o ministro do Interior, uma pessoa morreu após sofrer uma parada cardíaca. Além disso, 600 policiais ficaram feridos e mais de 2 mil pessoas foram presas em todo o país.
Imagens disponíveis nas redes sociais mostram a dimensão das manifestações e registram ações mais extremas tanto por parte das autoridades quanto dos manifestantes.
Cidades da França decretam toque de recolher após protestos
Com a continuidade das manifestações, diversas cidades da França decretaram toque de recolher nesta segunda-feira (19) para evitar uma nova onda de confrontos violentos entre manifestantes e policiais.
Entre as cidades que adotaram a medida estão Paris, Lyon e Marselha. Outras localidades, como Lille, Douai, Wattignies e Denain, também informaram que irão aplicar o toque de recolher.




