Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América (EUA), avisou sobre possíveis consequências econômicas para países que ofereçam ajuda ao Irã, enquanto tenta resolver a guerra envolvendo também Israel.
O confronto, que se iniciou há quase seis meses, já causou milhares de mortes e envolve todos os países do Golfo Pérsico, o que acaba gerando impacto na economia global devido ao controle que o Irã possui sobre embarcações no Estreito de Ormuz.
Durante todo o período de guerra, os EUA e o Irã fecharam acordos de cessar-fogo duas vezes, uma em abril e outra em junho, justamente para restabelecer o tráfego pelo Estreito e, dessa forma, caminhar ao fim definitivo dos conflitos.
O que acabou não dando certo devido à relação hostil entre ambos os países, ameaças e novas acusações de ataques em meio ao cessar-fogo.
Trump ameaça países que apoiarem o Irã
Nas redes sociais, Trump prometeu uma “Guerra econômica e isolamento em escala sem precedentes”.
“Qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de apoio ao Irã enfrentará, por sua vez, consequências econômicas tremendas”, escreveu o presidente norte-americano.
No mesmo post, Trump escrevou se referindo ao Irã: “Sua marinha foi aniquilada, sua força aérea destruída, suas fábricas militares reduzidas a escombros, sua moeda não vale nada e o país está por um fio”.
Para Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, a fala de Trump é uma tentativa de desviar a atenção da opinião pública dos estadunidenses sobre problemas financeiros internos.
O ministro ainda afirmou que as políticas defendidas por Washington vão afastar ainda mais os iranianos.
“O terrorismo econômico dos Estados Unidos ameaça a economia global e a soberania nacional dos países em todo o mundo”, escreveu Araghchi no X (antigo twitter).
Ameaças dos EUA geram reação de outros países
Apesar de a publicação não ter citado nenhuma medida concreta ou países em específico, os Emirados Árabes Unidos, responsáveis por abrigar uma base militar dos EUA, anunciaram, na terça-feira (18), a suspensão de todas as atividades comerciais, intercâmbios e transações financeiras com o Irã.
A medida teria sido tomada após o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos detectar dois mísseis lançados do Irã que caíram no mar. O Irã categorizou a informação como infundada.
Já a China, uma das maiores compradoras do petróleo oriundo do país, afirmou que “sanções e pressão não resolverão o problema”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, aproveitou a coletiva de imprensa para fazer um apelo, pedindo que todos os envolvidos tomem medidas responsáveis para resolver os conflitos por vias diplomáticas.